Haithmam Al-Ghais, secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que reúne os principais produtores do mundo, disse que o Brasil está liderando o caminho da transição energética. Al-Ghais afirmou que está ansioso para aumentar a interação com o Brasil.
No ano passado, o Brasil anunciou que vai participar da Opep+, que reúne grandes produtores de petróleo e seus aliados, a fim de influenciar nas discussões sobre a transição energética.
“Estamos ansiosos para trabalhar com o Brasil nos próximos anos. Nós, na Opep, valorizamos a colaboração em todos os níveis com o Brasil. Na terça-feira, 24, vamos lançar nosso outlook (com previsões do setor). Queremos oferecer o apoio completo da Opep ao Brasil. O Brasil está liderando o caminho para a transição energética. Precisamos de todas as vozes à mesa, e não apenas de algumas”, disse Al-Ghais.
Ele também destacou a importância do Brasil no cenário energético mundial, lembrando que atualmente as fontes renováveis respondem pela maior parte da energia elétrica. “Para o Brasil, é possível ser um líder em energia renovável, produzir petróleo e gás e, também, permitir o desenvolvimento tecnológico. O país está na vanguarda das novas tecnologias”, afirmou.
O executivo ainda seguiu: “Os países membros da Opep também estão investindo em energias renováveis e em petróleo para atender à demanda. Eles também trabalham para melhorar a eficiência, reduzir as emissões e mobilizar tecnologias mais limpas, como armazenamento e captura de carbono, hidrogênio, entre outras”.
O secretário-geral da Opep participa da abertura do ROG.e (antiga Rio Oil & Gas), um dos principais eventos de energia do país, organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), que acontece esta semana no Rio de Janeiro.
Al-Ghais é do Kwait e está no cargo desde agosto de 2022. O executivo tem 30 anos de carreira em empresas de petróleo e gás e também trabalhou no Ministério de Assuntos Estrangeiros do Kwait. Ele fala português porque morou no Brasil com a família, já que seu pai foi diplomata do país árabe.
Bruno Rosa