Na safra 2024/25, o volume de açúcar brasileiro exportado a outros países continua em alta. Em junho, foram despachadas 3,2 milhões de toneladas do adoçante, alta anual de 11,7%. Em relação ao mês anterior, o acréscimo foi de 13,9%.
Os dados detalhados de exportações foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na última quinta-feira, 4.
Com um preço médio de US$ 482,52 por tonelada, retração anual de 3,1%, a receita em junho foi de US$ 1,54 bilhão, alta de 8,3% em relação aos US$ 1,43 bilhão vistos no mesmo período de 2023. Em relação a maio, o valor médio contabilizou uma queda de 1,2%, mas a receita subiu 11,7%.
Os principais destinos do açúcar brasileiro em junho foram: Indonésia (472,11 mil t); China (446,98 mil t); Emirados Árabes Unidos (307,71 mil t); Índia (206,46 mil t); e Egito (215,08 mil t).
No acumulado do ano, a receita com as vendas internacionais de açúcar alcançou US$ 8,66 bilhões, alta anual de 62,8%. Entre janeiro e junho, o volume do adoçante exportado totalizou 16,76 milhões de toneladas (+49,1%), que foram negociadas a um preço médio de US$ 516,46/t (+9,2%).
Considerando o tipo do produto, o Brasil exportou 2,75 milhões de toneladas de açúcar bruto, aumento de 9,9% ante as 2,51 milhões de toneladas despachadas em junho de 2023. Na comparação mensal, por sua vez, a alta foi de 9,5%.
O preço médio, que alcançou os US$ 470,47/t, representou uma baixa de 3,5% na comparação anual e queda de 2,3% em relação ao mês anterior. Ainda assim, devido ao maior volume, a arrecadação com açúcar bruto chegou a US$ 1,3 bilhão em junho, um aumento de 6% em relação aos US$ 1,22 bilhão vistos no mesmo período do ano passado.
As 448,42 mil toneladas restantes foram de açúcar refinado, alta de 24,1% em relação ao ano anterior. Na comparação com maio, houve um aumento de 51%. Negociado por uma média de US$ 556,51/t, o produto somou uma receita de US$ 249,55 milhões, acréscimo anual de 21,7%.


Giully Regina – NovaCana
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