Departamento de Agricultura dos Estados Unidos considera que, no próximo ano, estarão em operação no Brasil três usinas em escala comercial e duas de demonstraçãoCom três usinas respondendo pela produção em escala comercial e outras duas em estágio de demonstração, o Brasil será capaz de produzir 168 milhões de litros de etanol de segunda geração (2G) em 2015. Pelo menos esta é a expectativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
O portal NovaCana conversou com o especialista do departamento norte-americano no Brasil e apresenta a seguir os detalhes – presente em documento desenvolvido pela USDA – sobre o desenvolvimento esperado para o etanol celulósico no Brasil para os próximos dois anos.
Com três usinas respondendo pela produção em escala comercial e outras duas em estágio de demonstração, o Brasil será capaz de produzir 168 milhões de litros de etanol de segunda geração (2G) a partir de 2015. Pelo menos esta é a expectativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que divulgou no início do mês um relatório sobre a produção e comercialização de biocombustíveis no Brasil. Entre os dados está a produção brasileira esperada para 2014 e 2015 do etanol 2G, também chamado pelo departamento de etanol avançado ou celulósico.
Elaborado no Escritório de Comércio Agrícola (ATO), célula da USDA em São Paulo, pelo especialista em agricultura Sergio Barros, o documento reflete as informações obtidas pela divisão norte-americana junto ao governo brasileiro, empresas e órgãos representativos do setor sucroenergético. Sobre os projetos de etanol celulósico, Barros explica que as informações vieram essencialmente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), financiador dos empreendimentos 2G existentes.
Ainda este ano, a expectativa é de que possam ser produzidos 20 milhões de litros de etanol celulósico, com o início da operação da primeira unidade do gênero aguardado para as próximas semanas. O projeto da GranBio em Alagoas, batizado de Bioflex, tinha previsão inicial de inauguração para o primeiro trimestre de 2014 mas a usina ainda não possui a autorização da ANP para a operação.
O volume foi estimado pelo especialista da USDA com base em informações do BNDES e da GranBio, considerando o tempo útil que a unidade terá para operar este ano e sua capacidade instalada. Para a produção dos 20 milhões de litros previstos seriam necessárias 167 mil toneladas de cana-de-açúcar que seriam processadas, seja através da palha ou do bagaço, para, então, ser extraída a biomassa, matéria-prima do 2G.
Barros ressalva que, a estimativa de rendimento industrial para a produção de etanol avançado é preliminar. Apesar dos números esperados, por enquanto, todos os dados para a produção do biocombustível a partir do bagaço e palha de cana são teóricos.
Caso a previsão mais recente da GranBio seja cumprida, com a partida realmente acontecendo em poucas semanas, a usina teria até três meses de atividade neste ano. Assim, para a produção esperada, a capacidade instalada, de 82 milhões de litros, teria uma taxa de aproveitamento de apenas 24,4%.
Para 2015 o relatório considera que outras duas unidades sejam inauguradas, totalizando três plantas em operação que, juntas, terão capacidade para produzir 162 milhões de litros do biocombustível avançado ao ano. Na estimativa da USDA, alcançar essa produção demandaria 1,350 milhão de toneladas de cana-de-açúcar.
As unidades aguardadas pela USDA para o próximo ano são localizadas nos estados de São Paulo e Goiás e cada uma terá capacidade de produção anual de 40 milhões litros. A descrição se refere aos projetos da Raízen Energia e da Petrobras que, diferente da GranBio, serão integrados a unidades tradicionais.
A instalação da Raízen será adjacente à Usina Costa Pinto, em Piracicaba (SP), e a unidade da estatal (que ainda não teve o apoio do BNDES oficializado) deve ser situada em Quirinópolis (GO), junto à usina Boa Vista, pertencente à Nova Fronteira (joint venture entre a Petrobras Biocombustível e a São Martinho).
O relatório considera ainda a operação de uma fábrica 2G no estado do Mato Grosso do Sul e outra em São Paulo, cada com a produção de 3 milhões de litros. A unidade paulista é compatível à planta de demonstração do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), inaugurada em julho.
Amanda SchArr – NovaCana
O portal NovaCana conversou com o especialista do departamento norte-americano no Brasil e apresenta a seguir os detalhes – presente em documento desenvolvido pela USDA – sobre o desenvolvimento esperado para o etanol celulósico no Brasil para os próximos dois anos.
Com três usinas respondendo pela produção em escala comercial e outras duas em estágio de demonstração, o Brasil será capaz de produzir 168 milhões de litros de etanol de segunda geração (2G) a partir de 2015. Pelo menos esta é a expectativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que divulgou no início do mês um relatório sobre a produção e comercialização de biocombustíveis no Brasil. Entre os dados está a produção brasileira esperada para 2014 e 2015 do etanol 2G, também chamado pelo departamento de etanol avançado ou celulósico.
Elaborado no Escritório de Comércio Agrícola (ATO), célula da USDA em São Paulo, pelo especialista em agricultura Sergio Barros, o documento reflete as informações obtidas pela divisão norte-americana junto ao governo brasileiro, empresas e órgãos representativos do setor sucroenergético. Sobre os projetos de etanol celulósico, Barros explica que as informações vieram essencialmente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), financiador dos empreendimentos 2G existentes.
Ainda este ano, a expectativa é de que possam ser produzidos 20 milhões de litros de etanol celulósico, com o início da operação da primeira unidade do gênero aguardado para as próximas semanas. O projeto da GranBio em Alagoas, batizado de Bioflex, tinha previsão inicial de inauguração para o primeiro trimestre de 2014 mas a usina ainda não possui a autorização da ANP para a operação.
O volume foi estimado pelo especialista da USDA com base em informações do BNDES e da GranBio, considerando o tempo útil que a unidade terá para operar este ano e sua capacidade instalada. Para a produção dos 20 milhões de litros previstos seriam necessárias 167 mil toneladas de cana-de-açúcar que seriam processadas, seja através da palha ou do bagaço, para, então, ser extraída a biomassa, matéria-prima do 2G.
Barros ressalva que, a estimativa de rendimento industrial para a produção de etanol avançado é preliminar. Apesar dos números esperados, por enquanto, todos os dados para a produção do biocombustível a partir do bagaço e palha de cana são teóricos.
Caso a previsão mais recente da GranBio seja cumprida, com a partida realmente acontecendo em poucas semanas, a usina teria até três meses de atividade neste ano. Assim, para a produção esperada, a capacidade instalada, de 82 milhões de litros, teria uma taxa de aproveitamento de apenas 24,4%.
Para 2015 o relatório considera que outras duas unidades sejam inauguradas, totalizando três plantas em operação que, juntas, terão capacidade para produzir 162 milhões de litros do biocombustível avançado ao ano. Na estimativa da USDA, alcançar essa produção demandaria 1,350 milhão de toneladas de cana-de-açúcar.
As unidades aguardadas pela USDA para o próximo ano são localizadas nos estados de São Paulo e Goiás e cada uma terá capacidade de produção anual de 40 milhões litros. A descrição se refere aos projetos da Raízen Energia e da Petrobras que, diferente da GranBio, serão integrados a unidades tradicionais.
A instalação da Raízen será adjacente à Usina Costa Pinto, em Piracicaba (SP), e a unidade da estatal (que ainda não teve o apoio do BNDES oficializado) deve ser situada em Quirinópolis (GO), junto à usina Boa Vista, pertencente à Nova Fronteira (joint venture entre a Petrobras Biocombustível e a São Martinho).
O relatório considera ainda a operação de uma fábrica 2G no estado do Mato Grosso do Sul e outra em São Paulo, cada com a produção de 3 milhões de litros. A unidade paulista é compatível à planta de demonstração do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), inaugurada em julho.
Amanda SchArr – NovaCana