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Brasil fecha 2015 confirmando maior volume de etanol consumido da história

posto etanol-020915Brasil nunca consumiu tanto etanol como em 2015. Números finais de 2015 mostram que foi registrado o maior consumo de etanol da história do país, reforçando os recordes ao longo do ano

NovaCana 4 min de leitura

Está confirmado. O Brasil nunca consumiu tanto etanol como em 2015.

Os números finais de 2015 mostram que no ano passado foi registrado o maior consumo de etanol da história do Brasil, reforçando os recordes ao longo do ano.

O consumo final do ano passado, no entanto, evidenciou um quadro de estagnação do consumo de combustíveis do ciclo Otto.

Respeitando o movimento natural do comportamento de consumo, a procura pelo etanol cresceu em dezembro na comparação com novembro. Situação que pressionou ainda mais os estoques de etanol para esta entressafra.

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Está confirmado. O Brasil nunca consumiu tanto etanol como em 2015. Os indicadores de consumo de combustíveis de dezembro, divulgados pela ANP, confirmam o que já era observado nos últimos meses.

No acumulado de 2015, o Brasil consumiu 28,8 bilhões de litros de etanol anidro e hidratado. Na comparação com 2014, quando o Brasil utilizou 24,1 bilhões de litros, o crescimento foi de 19,5%.

O consumo de etanol hidratado foi de 17,8 bilhões de litros, um aumento de 37,5% na comparação com 2014. Já o consumo do anidro foi de 10,9 bilhões de litros, menor que o consumo do ano passado, de 11,1 bilhões de litros.

Demanda por hidratado ainda está alta

Apesar da queda no consumo no final de 2015 em relação ao resto do ano, as férias no final do ano fizeram o consumo de etanol hidratado em dezembro (1,54 bilhão de litros) aumentar na comparação com novembro (1,41 bilhão de litros).

Esse volume consumido fez os estoques de hidratado continuarem apertados. A expectativa existente era de que os índices de paridade segurassem o consumo em um nível próximo de 1,1 bilhão de litros em dezembro.

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Esse número no consumo evidencia o que os estoques já haviam demonstrado, os preços do etanol ainda não subiram o suficiente para conter o consumo do biocombustível.

Nos últimos dados disponíveis, a posição dos estoques de etanol hidratado em 16 de janeiro era de 2,65 bilhões de litros, o que caracteriza um esvaziamento de 636,17 milhões de litros nos primeiros 15 dias do ano. Em um cenário hipotético, se esse ritmo de redução se mantivesse pelas próximas quinzenas, os estoques do combustível esvaziariam antes do final da entressafra.

Ciclo Otto

A maior demanda em dezembro também foi registrada na soma do consumo de Gasolina C e hidratado em gasolina C equivalente. O Ciclo Otto, que tinha registrado em novembro o equivalente de 8,4 bilhões de litros consumidos, em dezembro alcançou os 10 bilhões de litros.

Os números finais de 2015 evidenciaram um quadro de estagnação do consumo de combustíveis do ciclo Otto. O consolidado do ano fechou apenas em ligeira alta ao consolidado de 2014, passando de 53,47 para 53,75 bilhões de litros consumidos. Para 2016, a expectativa é que o consumo caia cerca de 3%.

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Hidratado nos estados

O comportamento de alta no consumo foi reflexo do aquecimento em alguns estados. O destaque foi Minas Gerais, onde o aumento de 2014 para 2015 alcançou os 139%. O aquecimento no consumo no estado, mais intenso após o corte no Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), enfraqueceu nos últimos meses do ano, no entanto.

O mesmo comportamento é percebido nos estados de São Paulo, Goiás, Paraná e Mato Grosso.

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Em dezembro, no entanto, o desaquecimento no consumo coincide com o aumento dos índices de paridade. Em todos eles, onde o indicador de paridade costuma ser vantajoso para o etanol, foram registrados valores próximos ou superiores a 70% em novembro e dezembro.

Outro reflexo da alta paridade é mais uma redução na participação do etanol hidratado carburante na preferência do consumidor em relação à gasolina, que ficou em 21,71% no Brasil e também decaiu nos estados.

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Para visualizer as tabelas e gráficos interativos, acesse aqui a plataforma de dados.

Marina Gallucci – NovaCana

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