A BP prevê contabilizar perdas por imparidade entre US$ 4 bilhões e US$ 5 bilhões no quarto trimestre, principalmente relacionadas aos seus negócios de transição energética, informou a empresa nesta quarta-feira, 14, ao mesmo tempo em que sinalizou a fraqueza do mercado de petróleo.
A companhia está redirecionando investimentos de negócios com baixa emissão de carbono para petróleo e gás, em uma tentativa de melhorar a rentabilidade sob a nova gestão do presidente Albert Manifold, que afirmou que o portfólio da BP precisava ser simplificado.
A nova presidente-executiva, Meg O'Neill, substituirá a presidente-executiva interina Carol Howle em abril, após a saída abrupta de Murray Auchincloss no mês passado.
A BP afirmou, em comunicado comercial, que as perdas por imparidade não afetarão o lucro subjacente ao custo de reposição, sua versão de lucro líquido. Um porta-voz se recusou a fornecer mais detalhes sobre quais projetos as perdas por imparidade se referiam.
A empresa espera que sua produção de petróleo e gás no quarto trimestre permaneça praticamente estável em comparação com os 2,4 milhões de barris de óleo equivalente por dia registrados no terceiro trimestre, em linha com as expectativas anteriores.
A BP afirmou que espera que as menores realizações, ou o dinheiro que recebe por seus produtos, em seu negócio de petróleo, reduzam seus lucros em US$ 200 milhões a US$ 400 milhões no último trimestre em comparação com os ganhos do trimestre anterior.
A empresa complementou que as menores realizações provavelmente afetarão seu negócio de gás em uma faixa de US$ 100 milhões a US$ 300 milhões no mesmo período.
Os preços globais de referência do petróleo bruto Brent ficaram, em média, em torno de US$ 63,73 por barril durante o trimestre de outubro a dezembro, em comparação com US$ 69,13 no terceiro trimestre, disse a BP.
Os preços do petróleo bruto caíram no quarto trimestre, à medida que os investidores temiam que o mercado em breve ficasse com excesso de oferta.
A BP prevê que sua dívida líquida ao final do quarto trimestre ficará entre US$ 22 bilhões e US$ 23 bilhões, ante US$ 26,1 bilhões no final do terceiro trimestre. A empresa se comprometeu a reduzir sua dívida líquida para entre US$ 14 bilhões e US$ 18 bilhões até o final de 2027.
As alienações anuais deverão atingir cerca de US$ 5,3 bilhões, em comparação com a previsão anterior de mais de US$ 4 bilhões. Isso não inclui os US$ 6 bilhões provenientes da venda de uma participação majoritária em seu negócio de lubrificantes, a Castrol.
Shadia Nasralla e Stephanie Kelly