A British Petroleum (BP) planeja encerrar suas operações relacionadas com o etanol de celulose nos Estados Unidos
A British Petroleum (BP) planeja encerrar suas operações relacionadas com o etanol de celulose nos Estados Unidos até o fim do 1º trimestre de 2015, segundo fontes próximas à empresa disseram à Bloomberg.
Apesar dos planos incluirem se desfazer de algumas operações no Brasil, Houston e Londres, a empresa injetará R$ 242,2 milhões no setor sucroalcooleiro brasileiro.
A British Petroleum (BP) planeja encerrar suas operações relacionadas com o etanol de celulose nos Estados Unidos até o fim do 1º trimestre de 2015, segundo fontes próximas à empresa.
A subsidiária pesquisava formas de produzir etanol a partir de fontes como a Panicum virgatum (pastagem nativa dos EUA conhecida como switchgrass), lascas de madeira e resíduos agrícolas, na busca por alternativas a matérias-primas usadas na alimentação. Em 2010, a BP Biofuels North America pagou US$ 98,3 milhões à Verenium Corp’s para adquirir instalações de biocombustíveis celulósicos em Jennings (Louisiana) e San Diego (Califórnia).
Quando as unidades da Verenium foram adquiridas, executivos declararam que a BP tinha por objetivo tornar-se líder do segmento nos EUA.
A empresa está explorando opções para vender a usina demonstrativa em Jennings, um centro de tecnologia em San Diego, a fazenda de onde provém a matéria-prima na Flórida e ainda algumas atividades no Brasil, Houston ou Londres, segundo informou por e-mail o diretor de imprensa Brett Clanton.
Os trabalhos com tecnologia de etanol lignocelulósico serão interrompidos pela BP, mas a decisão não afeta as operações de bioetanol no Reino Unido, em parceria com a Vivergo, nem as joint-ventures Butamax Advanced Biofuels e Kinsgton Research, que desenvolvem biobutanol.
Investimentos no Brasil: R$ 242 milhões
Os investimentos em biocombustíveis devem se concentrar agora no aumento de rentabilidade e escala das três refinarias de cana que a BP mantém no Brasil, uma em Minas Gerais e duas em Goiás.
Segundo informações do Valor Econômico, a empresa vai injetar R$ 242,2 milhões nas suas operações sucroalcooleiras. No próximo dia 15 de dezembro uma assembleia com os acionistas deve homologar este aumento de capital.
O dinheiro irá para a ampliação do canavial para safra de 2015/16 e o aprimoramento das operações industriais e para a expansão da unidade Tropical, localizada em Edeia (GO). A ampliação da Tropical, a principal entre as três unidades sucroenergéticas da companhia, é um projeto ambicioso que já triplicou sua capacidade de produção de etanol e quando concluído terá absorvido cerca de R$ 716 milhões, boa parte dos recursos oriundas dos seguidos aumentos de capital.
Este emissão de novas ações será o segunda maior de uma sequência de seis realizadas desde o início de 2013. O maior aporte do gênero foi aprovado no início de 2014, no valor de R$ 415 milhões. Somadas as operações, a BP Biocombustíveis injetou R$ 893,2 milhões nos últimos dois anos somente através de aumento de capital.
Abaixo o valor e o período dos consecutivos aumentos de capital da BP Biocombustíveis:
- R$ 100 milhões em junho de 2014
- R$ 415 milhões em janeiro de 2014
- R$ 41 milhões em junho de 2013
- R$ 46 milhões em abril de 2013
- R$ 49,2 milhões em janeiro de 2013
Sheela Tobben (Bloomberg) com informações adicionais do Valor Econômico
Tradução e adaptação NovaCana