NovaCana
Publicidade

BP avalia novo aumento de capital e reforça aposta nas usinas de etanol brasileiras

bp logo 1336985537A BP Biocombustíveis deve se reunir no próximo dia 21, em assembleia com acionistas, para avaliar uma proposta de aumento de capital de R$ 128 milhões da companhia

NovaCana 3 min de leitura

A BP Biocombustíveis, aposta brasileira no segmento sucroenergético da British Petroleum (BP), deve se reunir no próximo dia 21, em assembleia com acionistas, para avaliar uma proposta de aumento de capital de R$ 128 milhões da companhia. Se aprovado, esse será o oitavo aumento de capital da BP.

Desde janeiro de 2013, a companhia vem realizando sucessivos aumentos de capital, sendo que a mais recente operação, no valor de R$ 325,09 milhões, foi aprovada em assembleia de acionistas realizada em fevereiro de 2015.

Foco no Brasil

No início de março, a multinacional divulgou seu relatório global referente a 2015 e o documento trouxe um espaço dedicado às iniciativas da companhia em energias renováveis, além de destacar o foco direcionado aos negócios brasileiros. A participação da companhia no ramo de renováveis inclui três usinas de cana-de-açúcar no Brasil – a usina Tropical, em Edeia (GO), e as unidades de Itumbiara (GO) e Ituiutaba (MG) –, que se somam a 16 usinas eólicas nos Estados Unidos.

Especificamente com relação ao Brasil, a companhia enfatiza a ampliação em 47% sua produção de etanol, além da geração 677 GW de energia elétrica. Com relação às operações agrícolas, a BP afirmou que a companhia conseguiu uma melhora de 36% na eficiência da colheita de cana-de-açúcar em 2014. No ano seguinte, a área colhida foi de 127 mil hectares. A companhia não divulgou mudanças relativas à eficiência realizadas no último ano.

bp-brasil-producao-110316

Segundo o relatório, a BP dá preferência para a produção de biocombustíveis em escala e com baixo custo, capazes de se manterem competitivos sem qualquer tipo de subsídio.

Assim, a estratégia da atuação no Brasil foi resumida em quatro pontos principais: operações seguras e confiáveis (investimento em segurança de pessoal, processos e transporte); fontes competitivas (o que justificaria a concentração dos esforços em biocombustíveis no Brasil); baixo carbono (valorização de soluções e opções industriais para reduzir desperdício e emitir menos gases de efeito estufa); e mercados doméstico e internacional (além do Brasil, o etanol produzido no país também é comercializado nos Estados Unidos e na Europa).

Mudanças fora do país

Apesar de garantir que continua a acreditar no futuro do etanol, a BP também confirmou que vendeu, em maio de 2015, sua participação na britânica Vivergo Fuels. A joint venture com a Associated British Foods – agora detentora de 94% da empresa – e com a DuPont (6%) produz etanol a partir do trigo.

Na ocasião, a BP afirmou em comunicado enviado à imprensa que sua saída da Vivergo Fuels era uma “difícil decisão estratégica”. A justificativa principal é de que o momento atual é desafiador para os negócios.

“Aconteceram muitas mudanças no mercado e na economia durante os nove anos em que a BP esteve envolvida na criação, construção e administração da Vivergo”, alegou. Além disso, o comunicado também afirmava que isso permitiria que a BP focasse seus esforços na produção de etanol no Brasil e nos negócios de biobutanol, outra parceria com a DuPont.

Nesse ponto, a companhia se referia à joint venture Butamax Advanced Biofuels, focada no desenvolvimento e comercialização do biobutanol. De acordo com o relatório divulgado no início do março, estão sendo realizados investimentos nesse segmento.

“O biobutanol tem potencial de ser misturado a outros combustíveis em proporções maiores, além de ser mais fácil de transportar, estocar e administrar”, descreve o documento, que continua: “Nós também estamos estudando diversas aplicações químicas para esse biocombustível avançado”.

NovaCana

Compartilhar: