
Da esquerda para direita: o diretor da ANP, Fernando Moura Alves; a chefe da Bonsucro para a América do Sul, Livia Ignácio; e o superintendente adjunto da ANP, Fabio da Silva Vinhado
As sucroenergéticas que buscam reconhecimento de suas emissões de gases de efeito estufa e de suas práticas de ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança) poderão usufruir de um procedimento integrado entre o programa RenovaBio e o selo Bonsucro, concedido pelo grupo inglês de mesmo nome e que atua para promover práticas sustentáveis no setor de cana-de-açúcar.
O funcionamento desta “certificação dupla”, entretanto, ainda precisa ser desenvolvido. Em 7 de maio, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou no Diário Oficial da União (DOU) que firmou um acordo de cooperação técnica e operacional com a Bonsucro.
“Eu queria expressar o quão feliz estamos com essa parceria”, disse a chefe da Bonsucro na América do Sul, Livia Ignácio, em entrevista exclusiva ao NovaCana. “Queremos que seja um ganha-ganha para todo mundo – para a Bonsucro, para a ANP e para os produtores de etanol. Vai ser um desafio técnico bastante grande, mas acho que temos todo o apoio necessário para chegarmos na melhor solução”, resume.
De acordo com ela, a perspectiva é de que haverá uma vantagem na operacionalização das auditorias. “Hoje, elas muitas vezes são feitas pela mesma empresa de certificação, que vai duas vezes na usina para fazer RenovaBio e Bonsucro”, relata e completa: “Com esse procedimento integrado, um ganho imediato vai ser a redução de tempo e de custos”.
Além disso, ela acredita que a junção das ferramentas também trará vantagens, uma vez que só será necessário usar uma calculadora para ambas as certificações. “O escopo do RenovaBio está contido na certificação Bonsucro porque nós também medimos emissões de gases de efeito estufa. A nossa ideia é otimizar isso e chegar em uma ferramenta integrada”, afirma.
No texto completo, exclusivo para assinantes NovaCana, saiba mais sobre o acordo, incluindo detalhes do cronograma, direcionamento de recursos, desafios já identificados e perspectivas mais amplas para o mercado de certificações no setor sucroenergético.
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