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BNDES seleciona sete fundos para investir até R$ 4,3 bi em projetos de transição ecológica


Reuters - Publicado: 27 Jan 2026 - 07:42 | Atualizado: 27 Jan 2026 - 08:22

O BNDES selecionou sete fundos de investimento – incluindo veículos da Pátria e da Vinci – para financiar projetos de transição ecológica, descarbonização da economia e restauração ambiental, informou o banco nesta segunda-feira, 26.

Por meio de sua subsidiária de participações, a BNDESPar, o banco de fomento fará aportes de até R$ 4,3 bilhões, com expectativa de que os fundos mobilizem mais de R$ 16 bilhões para a agenda climática brasileira.

A chamada pública, lançada em setembro de 2025, recebeu propostas de 45 gestores nacionais e estrangeiros, dos quais cinco fundos de private equity e dois fundos de crédito foram selecionados. Os fundos de private equity escolhidos foram:

  • Pátria Latam Reforest Fund I FIP Multiestratégia IS, que pode receber até R$ 500 milhões
  • The Amazon Reforestation Fund II FIP Multiestratégia IS, da Mombak, também com até R$ 500 milhões
  • Catalytic Transition Fund Brazil FIP Multiestratégia, com aporte potencial de até R$ 1 bilhão
  • EB Clima II – Transição Energética & Descarbonização IS FIP Multiestratégia, com até R$ 500 milhões
  • Generation Just Climate Brasil FIP, que pode receber até R$ 800 milhões

Entre os fundos de crédito selecionados estão o Vinci Crédito Soluções Climáticas FIC FIM, com aporte de até R$ 500 milhões, e o FIDC Clima Riza Farma, que também poderá receber até R$ 500 milhões.

“O BNDES assume papel estratégico ao ancorar fundos voltados a áreas em que o capital privado ainda enfrenta barreiras, como reflorestamento, descarbonização de processos industriais e bioinsumos, mobilizando recursos e direcionando investimentos para projetos que aceleram a transição climática”, afirmou o presidente do banco, Aloizio Mercadante.

Segundo o banco, os recursos aportados deverão ser investidos exclusivamente em projetos e empresas no território nacional. Entre os destaques, estão iniciativas voltadas à restauração de mais de 90 mil hectares nos biomas Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica, além de projetos de descarbonização industrial, economia circular, biocombustíveis, hidrogênio verde e tecnologias de redução de emissões.

Rodrigo Viga Gaier