A presença do BNDES no setor sucroenergético vem caindo ano após ano com sucessivos recordes negativos. Agora, com os dados do primeiro semestre de 2017 liberados, a situação piorou ainda mais.
Este ano a instituição aprovou o menor número de projetos desde 2005, foram 13 no total (o recorde foi em 2009, com 174 projetos). Em termos de volume financeiro, esta também é a pior marca dos últimos 13 anos, apenas R$ 179,8 milhões (o recorde para o 1º semestre foi em 2010, com R$ 3,7 bilhões financiados).
Apenas seis companhias do setor conseguiram financiamento no primeiro semestre de 2017.
Curiosamente, no ano passado, a instituição mostrou-se otimista e com boas perspectivas para o setor que “aos poucos retomava o interesse por investimentos”.
A soma dos valores de financiamentos divulgados representa uma diminuição de 26% em relação ao que foi registrado no mesmo período do ano passado (de janeiro a junho). Com mais esse resultado, os financiamentos obtidos pelo setor por meio do BNDES apresentam seu terceiro ano consecutivo de queda.
Dos financiamentos liberados, cinco companhias obtiveram recursos para plantio de canaviais. Além disso, uma usina obteve dinheiro para expansão e modernização industrial. Não há registro de recursos liberados para outras linhas de financiamento do banco.
Usinas beneficiadas pelo BNDES: cinco usarão o dinheiro nos canaviais e uma ampliará capacidade de produção. Veja a seguir os envolvidos e detalhes do financiamento.
E mais:
- Lista de usinas envolvidas
- Gráficos com o total de recursos aprovados desde 2005
- Financiamentos por aprovados para cada finalidade
- Tabela com os detalhes de cada um dos projetos financiados
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