A ALD Bioenergia, sediada em Nova Marilândia (MT), obteve a aprovação de um financiamento de R$ 575,3 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Segundo informações divulgadas pelo Valor Econômico, o montante será destinado à ampliação da planta industrial de etanol de milho, com o objetivo de triplicar a capacidade produtiva da companhia até 2028.
De acordo com o detalhamento do projeto, o aporte financeiro está dividido em duas frentes: R$ 359,5 milhões vindos do Financiamento ao Empreendimento (Finem) e do Fundo Clima e os outros R$ 215,8 milhões se referem a um limite de crédito da linha BNDES Máquinas e Serviços, destinada principalmente à aquisição de equipamentos.
Em entrevista ao Valor Econômico, o CEO da ALD Bioenergia, Marco Orozimbo, disse que a companhia usará o capital para ampliar a capacidade de processamento de milho de 335 mil toneladas anuais para 900 mil toneladas no mesmo período. O resultado seria um incremento na produção de etanol de 150 milhões de litros para 400 milhões de litros por ano.
A produção de óleo de milho também deve aumentar, de 6 mil toneladas por ano para 18 mil toneladas anuais. Já a fabricação de grãos secos de destilaria solúveis (DDGS) deve subir de 80 mil toneladas anuais para 230 mil toneladas, conforme a reportagem.
“A ALD Bioenergia nasceu há sete anos já com plano de ter uma expansão na capacidade produtiva. Os sócios são produtores e sempre viram no mercado de etanol de milho um forte potencial de expansão”, disse Orozimbo.
A expectativa da empresa é iniciar as obras já no próximo ano e concluir em 2028, segundo apurado pelo Valor Econômico.
“Hoje todo o milho utilizado é produzido pelos sócios. Após a expansão, eles vão responder por dois terços da matéria-prima. O restante será adquirido de produtores da região”, disse Orozimbo. Ele acrescentou à reportagem que, em março, a ALD Bioenergia recebeu autorização para exportar DDGS à China.
A empresa fatura atualmente em torno de R$ 500 milhões por ano, segundo o texto do Valor Econômico. “A previsão é triplicar o faturamento a partir de 2028, para R$ 1,5 bilhão, quando a fábrica estiver operando já ampliada”, afirmou o CEO.
NovaCana
Com informações Valor Econômico