Financeiro

Financeiro

BNDES quer investir em conectividade rural e bioinsumos, além de tornar Prorenova perene

Chefe de departamento do complexo agroalimentar e biocombustíveis do banco detalha as principais linhas voltadas para o setor


NovaCana - Publicado: 05 Nov 2021 - 15:45

Uma das mais tradicionais formas do setor sucroenergético captar recursos é por meio dos financiamentos via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco público possui algumas linhas de crédito que envolvem o agronegócio e outras especificamente voltadas para biocombustíveis.

Em 2020, por exemplo, as sucroenergéticas contrataram R$ 1,18 bilhão em empréstimos para diferentes áreas. O valor, no entanto, representa uma queda anual de 59,4%.

Além das formas de financiamento já existentes, o BNDES tem outros projetos que impactam o setor e estão sendo analisados para implementação futura. Um deles é o financiamento com foco em bioinsumos. “O governo federal lançou uma política de insumos então nós, alinhados a esse programa nacional, estamos possibilitando o financiamento tanto para venda de bioinsumos quanto para autoconsumo”, detalha o chefe de departamento do complexo agroalimentar e biocombustíveis do BNDES, Mauro Mattoso.

Ele completa que este financiamento ainda está em vias de aprovação, com a expectativa de anúncio até dezembro. As informações foram dadas durante a 21ª Conferência Datagro, realizada no final de outubro.

Mattoso ainda relata que o BNDES já possui uma linha incentivada de conectividade rural, voltada para regiões de menor acesso à conexão, mas sem uma definição clara de localidades. “Agora, estamos propondo colocar na política operacional do banco áreas rurais com uma definição mais exata”, explica.

Com isso, empresas que tenham interesse em disseminar conectividade terão desconto nessa linha de crédito. “Cremos muito nesse potencial para estimular a IoT [internet das coisas] no campo e acho que esse é o principal objetivo dessa linha: levar [conectividade] para regiões que têm menor densidade populacional”, completa.

Outro objetivo do banco é a perenização do Prorenova, que sempre era lançado junto com o Plano Safra. O programa objetiva a ampliação da produtividade da cana-de-açúcar por meio do financiamento da renovação e da implantação de novos canaviais.

“Como ele já existe há nove anos e tem mostrado resultados positivos, decidimos propor que ele fique perene na linha do banco”, acrescenta o chefe de departamento. A intenção é financiar o plantio de cana, uma vez que é a única linha que o banco pode fazer isso sem uma associação à produção industrial.

Confira na versão completa e restrita para assinantes mais detalhes sobre os projetos do BNDES, em andamento ou já existentes, que impactam as sucroenergéticas.


Exclusivo para Assinantes

EXCLUSIVO PARA ASSINANTES

O texto completo desta página estádisponível apenas aos assinantes do site!

VEJA COMO É FÁCIL E RÁPIDO ASSINAR