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BNDES financiou apenas três usinas no 1º trimestre de 2016 e investimento cai 76%

bndes predio 181114Os três primeiros meses de 2016 foram de poucos negócios entre as usinas e o BNDES. Apenas três companhias do setor sucroenergético conseguiram financiamentos, totalizando R$ 111,4 milhões

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O resfriamento da economia brasileira apresenta seus reflexos no setor sucroenergético. Os três primeiros meses de 2016 foram de poucos negócios entre as usinas e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No total, apenas três companhias do setor de açúcar e etanol conseguiram financiamentos, totalizando investimentos de R$ 111,4 milhões.

Esse valor representa uma diminuição de 76% em relação ao que foi registrado no mesmo período do ano passado, quando o BNDES liberou empréstimos de R$ 466,1 milhões para as usinas. Além disso, não foi liberado nenhum recurso para estocagem de etanol.

A seguir, descubra quais são as três empresas que mesmo em meio à crise nacional conseguiram firmar contratos com o BNDES e saiba onde serão aplicados esses recursos.

O resfriamento da economia brasileira apresenta seus reflexos no setor sucroenergético. Os três primeiros meses de 2016 foram de poucos negócios entre as usinas sucroenergéticas e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). No total, apenas três companhias do setor de açúcar e etanol conseguiram financiamentos, totalizando investimentos de R$ 111,4 milhões.

Esse valor representa uma diminuição de 76% em relação ao que foi registrado no mesmo período do ano passado, quando o BNDES liberou empréstimos de R$ 466,1 milhões para as usinas. Além disso, não foi liberado nenhum recurso para estocagem de etanol. Assinaram contratos com o BNDES o Grupo Detoni, Usina da Mata e o grupo Pedra Agroindustrial.

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A relação completa de contratos fechados desde 2002 pelas usinas de açúcar e etanol via operações diretas e indiretas não automáticas com o BNDES – que, em geral, abrangem financiamentos acima de R$ 10 milhões – está disponível no NovaCana DATA. A planilha interativa é exclusiva para assinantes e traz 22 gráficos que formam um perfil dos investimentos do setor.

Renovação dos canaviais

Apenas o Grupo Pedra Agroindustrial estava presente na relação de 2015, quando havia financiado R$ 58,6 milhões para o plantio de 16,3 mil hectares de cana-de-açúcar – 4,5 mil hectares de área nova e o restante para a reforma de canaviais existentes.

Esse ano, o financiamento foi consideravelmente menor, R$ 20 milhões. O valor, segundo divulgado pelo BNDES, deverá ser destinado para o plantio de 6,3 mil hectares de cana dentro do âmbito do programa ProRenova – resultando em um valor médio de R$ 3.161,70 por hectare. O Banco Votorantim atuou como agente financeiro da operação, que terá juros definidos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP)

Outra companhia que também se beneficiou do ProRenova foi a Usina Da Mata. Nesse caso, o valor total do financiamento foi de R$ 36,1 milhões, a serem utilizados para o plantio de até 11,5 mil hectares de cana-de-açúcar, ou R$ 3150 por hectare. O agente financeiro foi o Banco Santander e R$ 20 milhões desse financiamento terão juros definidos por TJLP, enquanto o restante do valor estará sujeito à taxa Selic.

A diminuição no número de contratos não é exatamente uma surpresa. Em outubro de 2015, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) chegou a se pronunciar a respeito de taxas de juros elevadas que poderiam diminuir o interesse das usinas, além de "prejudicar fortemente" a reestruturação das lavouras.

Alguns meses antes, em julho, o próprio BNDES admitiu que o programa havia perdido relevância dentro da instituição. “Para um programa que tinha caráter emergencial, o ProRenova já cumpriu um papel muito importante. Hoje, sua importância é marginal”, afirmou o diretor Julio Raimundo.

Expansão industrial

Além dos investimentos exclusivos para o plantio e na renovação de canaviais, o BNDES também apoiou a Unidade WD, do Grupo Detoni, com um financiamento total de R$ 55,28 milhões. Desse total, R$ 48,09 milhões estão sujeitos à TJLP e R$ 6,9 milhões à taxa Selic.

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Conforme o BNDES, o valor será destinado para a expansão da capacidade de cogeração – ampliando a capacidade da termoelétrica de 18,5 MW para 46 MW –, para a construção de subestação e linha de transmissão, para o plantio de três mil hectares de cana de açúcar em Minas Gerais e para investimentos sociais.

A usina foi uma das vencedoras do último Leilão A-5, realizado em 29 de abril pela Agência Nacional de Energia Elétrica. Com um preço médio de R$ 217,18/MWh por 1.687 GWh, a empresa previu no momento do leilão investimentos de R$ 26,38 milhões, mas comprometeu apenas uma capacidade instalada de 16 MW.

Considerando o valor de R$ 26,38 milhões para investimento em cogeração e que considera o valor médio de R$ 3.150 por hectare de cana plantada (totalizando R$ 9,45 milhões), restariam R$ 19,4 milhões dos R$ 55,28 milhões recebidos do BNDES para as linhas de transmissão e para os investimentos sociais.

Renata Bossle – NovaCana

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