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BNDES financia apenas dois grupos do setor sucroenergético no 1º trimestre de 2018

Aproximadamente R$ 235,45 milhões, destinados para apenas dois grandes grupos sucroenergéticos. Esse é o cenário de financiamentos do BNDES para o setor sucroenergético até março de 2018

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Esse é o cenário de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor sucroenergético até março de 2018. As informações se referem à relação de financiamentos aprovados por meio de operações não automáticas, diretas e indiretas, realizadas e divulgadas pelo próprio BNDES.

Considerando apenas o período de janeiro a março de 2018, o montante financiado é um dos menores da história. O recorde para o trimestre foi obtido em 2009, quando foram destinados R$ 1,3 bilhão (veja gráfico com os detalhes históricos).

Este ano, os contratos fechados são voltados para expansão e modernização industrial. Desde 2016 não há investimentos em cogeração com financiamento do BNDES e em 2017 apenas expansão industrial e plantio de cana foram contemplados.

Saiba mais:

- Empresas que obtiveram financiamento do BNDES
- Destinação dos recursos por parte das usinas
- Condições dos financiamentos
- O relacionamento destas empresas com o BNDES

Aproximadamente R$ 235,45 milhões, destinados para apenas dois grandes grupos sucroenergéticos.

Esse é o cenário de financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor sucroenergético até março de 2018. As informações se referem à relação de financiamentos aprovados por meio de operações não automáticas, diretas e indiretas, realizadas e divulgadas pelo próprio BNDES.

Considerando apenas o período de janeiro a março de 2018, o montante financiado é um dos menores da história. O recorde para o trimestre foi obtido em 2009, quando foram destinados R$ 1,3 bilhão. No ano passado nenhum volume foi emprestado ao setor no mesmo período (veja gráfico com os detalhes históricos).

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Este ano, os contratos fechados são voltados para expansão e modernização industrial e beneficiam duas usinas do Grupo São Martinho e uma do grupo Jalles Machado. Em anos anteriores, diversas outras áreas recebiam investimentos como implantação de usinas, plantio de cana, cogeração, estocagem, logística, etanol de segunda geração, debêntures e inovação agrícola.

BNDES financiamentos detalhes 09052018

Desde 2016 não há investimentos em cogeração com financiamento do BNDES e em 2017 apenas expansão industrial e plantio de cana foram contemplados.

Considerando o período de janeiro a dezembro, o recorde de financiamentos do BNDES aconteceu em 2014, com R$ 4,6 bilhões. O ano seguinte, contudo, viu uma queda de 84,75% nesse valor, totalizando R$ 701,5 milhões. As diminuições se seguiram em 2016 (R$ 396,31 mi) e 2017 (R$ 246,78 mi).

BNDES financiamentos valores projetos 09052018

Usina Boa Vista

A usina Boa Vista, do grupo São Martinho, recebeu R$ 31,28 milhões por meio de três transações nos valores de R$ 18,17 milhões, R$ 12,94 milhões e R$164 mil, todas realizadas em 9 de março. Os três contratos são com Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que substituiu desde 1º de janeiro deste ano a Taxa de Longo Prazo (TLP), mais 2,2%. O prazo de carência é de 24 meses e o de amortização é de 120 meses.

BNDES financiamentos boa vista são martinho 09052018

Segundo informado pelo BNDES, os recursos serão investidos na modernização de equipamentos nos processos industrial e agrícola, com redução de riscos legais, trabalhistas e ambientais e investimentos sociais para a comunidade que vive ao redor da usina. A informação mais específica da descrição é a construção de um tanque de armazenamento de etanol com capacidade de 40 milhões de litros.

No ano passado, a usina – localizada em Quirinópolis (GO) – não recebeu incentivos do BNDES e, em 2016, recebeu R$ 16,22 milhões. O montante mais elevado recebido pela Boa Vista foi de R$ 356,58 milhões em 2012.

Outras usinas do grupo São Martinho

O Grupo São Martinho também investirá R$ 127,06 milhões em modernização agrícola e industrial nas usinas São Martinho, em Pradópolis (SP) e Santa Cruz, em Américo Brasiliense (SP). Os valores serão destinados para a redução de riscos ambientais, legais, trabalhistas e operacionais, bem como para ações sociais na comunidade ao redor da usina.

O grupo destinará parte do montante na ampliação da capacidade de moagem da usina Santa Cruz para 5,6 milhões de tonelada de cana por safra, a partir do aumento do plantio e da produção de etanol. O recurso ainda irá para o uso da vinhaça no processo de irrigação.

A quantia foi financiada por meio de quatro contratos com as mesmas condições – taxa de juros (TJLP+2,2%), prazo de carência (24 meses) e amortização (120 meses) – da usina Boa Vista. Os valores foram de R$ 77,42 milhões, R$ 36,6 milhões, R$ 12,4 milhões e R$ 635 mil.

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O maior valor recebido até então pela usina foi de R$ 243,03 milhões em 2011. Em 2015 e 2016, o montante foi de R$ 20 milhões.

Jalles Machado

Para o grupo Jalles Machado, com duas usinas em Goianésia (GO), os valores financiados nunca passaram dos R$ 177,95 milhões, montante recebido em 2009, por meio de seis contratos. No ano passado, o BNDES injetou R$ 20 milhões na sucroenergética.

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Em 2018, as transações ocorreram por meio de cinco contratos, totalizando R$ 77,10 milhões. O valor de R$ 10 milhões foi negociado com taxas fixas de 6,5%, prazo de carência de 30 meses e 90 meses para amortização. Já os valores de R$ 11,6 milhões, R$ 39,97 milhões, R$ 3,43 milhões e R$ 12,08 milhões foram negociados com mesmo prazo de carência e amortização, mas com taxas de juros TJLP, somados a 3,44%.

O montante terá inúmeros destinos, segundo dados divulgados pelo BNDES, incluindo a ampliação da capacidade de moagem de cana. Outro uso será para a aquisição de maquinário e equipamentos para a fabricação de açúcar, construção de um galpão de armazenamento de cana na unidade Otávio Lage, bem como modernização da unidade.

O grupo também pretende construir um galpão de armazenamento de açúcar na unidade Jalles Machado, assim como modernizar a usina e plantar até 9.400 hectares de cana.

Maquinário é outra prioridade da Jalles Machado, que vai adquirir colhedoras, plantadoras e outras máquinas e equipamentos agrícolas.

Por fim, o dinheiro também será usado na instalação de um sistema de irrigação para uma área de 1.500 hectares em Goianésia (GO).

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Gabrielle Rumor Koster – NovaCana

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