Financeiro

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BNDES aprova condições do Prorenova e aumenta para R$ 7 mil o valor financiável por hectare de cana


Sistema Faep - Publicado: 25 Set 2015 - 11:04 | Atualizado: 25 Set 2015 - 12:40

Com um prazo de contratação que vai até 31 de dezembro de 2015, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou um aumento no valor financiável por hectare de cana-de-açúcar, que passou para R$ 7 mil.

O anúncio foi feito na quinta-feira (24), na sede da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e envolveu as normas das linhas de crédito para financiamento da produção de cana-de-açúcar. O BNDES se pronunciou durante reunião do Programa de Reativação do Setor Sucroenergético.

O chefe do Departamento de Biocombustíveis do BNDES, Carlos Eduardo Cavalcanti, anunciou que o Programa de Apoio à Renovação e Implantação de Novos Canaviais (ProRenova 2015) tem volume de recursos de R$ 1,5 bilhão, queda de R$ 500 milhões em relação a 2014. A instituição informou que os recursos podem contribuir para a renovação de 400 mil hectares de canaviais.

Apesar da redução de recursos, conquistou-se a manutenção do teto de financiamento de R$ 150 milhões por grupo econômico, sendo R$ 20 milhões com correção pela TJLP. Para contratações de até R$ 20 milhões, a taxa de juros será composta por TJLP mais 1,5% ao ano, acrescida de intermediação de 0,1% para pequenas e médias ou de 0,5% para grandes empresas, com remuneração do agente negociador de até 1,7%. Acima disso, os juros serão corrigidos pela Selic, mais 1,2% para o BNDES. Neste caso, não há alterações na intermediação, e a remuneração do repassador é livre (mais informações sobre as taxas aqui).

Considerando a atual crise econômica, os representantes do setor que participaram da reunião se mostram satisfeitos com o resultado, concordando que, além de ações paliativas que permitam contornar a conjuntura atual, são necessárias medidas que promovam uma transformação estrutural do sistema produtivo agrícola e industrial. Ou seja, uma agenda de inovação.

"É com investimento, parceria do BNDES, dos agentes financeiros, do governo do estado e do setor produtivo que conseguiremos somar forças e conseguir soluções para melhorar as condições de produção, aproveitar o bagaço e a palha da cana-de-açúcar, reativando o setor. Só assim faremos a travessia nesse momento de crise", afirmou o presidente do Sistema FAEP, Ágide Meneguette.

É o que o setor tem buscado com a adoção de uma série de ações, como o projeto da FAEP que prevê a produção de energia de biomassa, a partir da queima da palha da cana, que foi levado ao BNDES pelo governo do Paraná. O projeto é resultado do programa de reativação do setor elaborado em conjunto pela FAEP e pela Associação dos Produtores de Bioenergia do Paraná (Alcopar).

Progeren

O superintendente da Área Industrial do BNDES, Maurício dos Santos Neves, explicou que a linha de capital de giro Progeren (Programa do BNDES de Apoio ao Fortalecimento da Capacidade de Geração de Emprego e Renda), que é aberto para todos os segmentos industriais, teve um limite extra para o setor sucroalcooleiro como resposta a uma necessidade colocada de renegociação de dívidas. "No período de crise que deve durar mais de um ano isso permitirá que o setor faça a travessia. Temos que buscar outros caminhos para trilhar", disse.

O limite de financiamento por grupo econômico que é de até R$ 70 milhões, e para o setor sucroalcooleiro foi anunciado R$ 130 milhões. Os recursos poderão ser tomados ao prazo de até 60 meses, com carência de até 24 meses e taxa Selic. "Essa foi a resposta possível que tentamos dar respaldados no diagnóstico que nos foi levado", afirmou Santos Neves.

Pass

O Programa BNDES de financiamento para a estocagem de etanol também disponibilizará R$ 2 bilhões, mantendo o mesmo limite do ano passado. A alteração novamente ocorre na taxa de juros que será 25% TJLP + 75% Referenciais de Mercado (RM). Os valores de referência do etanol anidro e hidratado se mantiveram em R$ 1,50 e R$ 1,35, respectivamente.

Com edição do novaCana.com e texto adicional da Agência Estado