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BNDES aprova R$ 245 milhões para BP Bioenergy erguer planta de biometano

Parte dos recursos será concedido via Fundo Clima


Globo Rural - Publicado: 06 Abr 2026 - 09:28 | Atualizado: 06 Abr 2026 - 10:20

O BNDES anunciou a aprovação de um financiamento de R$ 244,9 milhões à BP Bioenergy para a construção de uma planta de biometano anexa à usina Tropical, em Edéia (GO). O financiamento contará com R$ 193,4 milhões do Fundo Clima e R$ 51,4 milhões do Finem.

A unidade terá capacidade de produção de aproximadamente 67 mil metros cúbicos de biometano por dia a partir da biodigestão da vinhaça (resíduo da produção de etanol de cana-de-açúcar) e da purificação do biogás. O investimento total será de R$ 275,8 milhões e deverá ficar pronto em 2027.

O biometano da nova planta será distribuído pela Ultragaz, que ficará responsável pela venda e logística de entrega do combustível a clientes industriais e de transporte da região.

Os investimentos em biometano devem avançar neste ano diante da regulamentação do programa voltado ao setor e do início da vigência das metas de compra de biometano por parte dos produtores de gás natural.

Na quarta-feira, 1º, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou a meta de redução de emissões de gases de efeito estufa de 0,5% neste ano para os produtores de gás natural, que terá que ser cumprida pela compra de biometano ou de seus certificados.

“O projeto [de financiamento à BP Bioenergy] apoia a descarbonização das operações da empresa e contribui para ampliar a oferta de biometano para os setores industrial e de transportes, ajudando a reduzir em até 90% as emissões de gases de efeito estufa em comparação ao diesel atualmente utilizado”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, em nota.

O CEO da BP Bioenergy, Andres Guevara de la Vega, também falou sobre o tema em nota. “Esse projeto reúne a tecnologia, circularidade e parcerias estratégicas para transformar um coproduto do processo de produção de etanol em uma nova fonte de energia renovável. Estamos entusiasmados em contribuir para a expansão da bioenergia no Brasil”, disse.

Camila Souza Ramos