A segunda maior processadora de cana-de-açúcar do Brasil já havia tentado acessar a bolsa em julho do ano passado, mas desistiu diante da baixa liquidez do mercado.A Biosev, braço sucroalcooleiro da multinacional francesa Louis Dreyfus Commodities (LDC), vai tentar novamente realizar uma oferta inicial de ações, mais conhecida pela sigla em inglês IPO, na BM&FBovespa. A informação foi publicada em primeira mão na manhã de ontem no Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor. A companhia, que é a segunda maior processadora de cana-de-açúcar do Brasil, já havia tentado acessar a bolsa em julho do ano passado, mas desistiu diante da baixa liquidez do mercado.
Procurada, a companhia não retornou a solicitação de entrevista da reportagem. De acordo com fontes próximas à empresa, a Biosev vai tentar captar cerca de R$ 760 milhões - valor semelhante ao que pretendia levantar na tentativa de IPO no ano passado - com a oferta de 25% do capital da empresa.
A companhia marcou uma assembleia extraordinária com acionistas para o dia 19 de fevereiro para deliberar sobre a nova tentativa de ir à bolsa. A expectativa é de que a operação seja realizada nas semanas seguintes para aproveitar o bom humor do mercado. Conforme apurou a reportagem, a Biosev tomou a decisão por entender que o otimismo do mercado de capitais melhorou, dada as emissões recentes de bonds de frigoríficos e usinas do Brasil com boa aceitação de investidores.
Além disso, após a venda em dezembro passado dos canaviais da usina São Carlos (SP) para o grupo São Martinho, por R$ 200 milhões, a Biosev está investindo mais em recuperação de áreas de cana e, por isso, tende a ter na safra 2013/14, que começa em abril, um resultado melhor a ser apresentado ao mercado.
No exercício encerrado em 31 de março de 2012 - safra 2011/12 -, a Biosev registrou um prejuízo líquido de R$ 279,4 milhões. No referido ciclo, as 15 usinas de cana-de-açúcar da empresa haviam processado apenas 28 milhões de toneladas da matéria-prima, bem abaixo de sua capacidade instalada, para 40 milhões de toneladas. A reportagem apurou que na temporada 2012/13, que termina oficialmente em 31 de março, a empresa deve apresentar um aumento de 15% de sua moagem de cana, para 32 milhões de toneladas.
Os investimentos da empresa devem ganhar mais fôlego após a conclusão do aumento de capital em curso, que visa captar R$ 600 milhões com emissão privada de ações. O prazo para subscrição e integralização das ações é 28 de fevereiro.
Um alongamento da dívida financeira de curto prazo da empresa - que em 31 de março de 2012 era de R$ 1,8 bilhão - também está sendo feito pelos bancos credores para tornar mais saudável o perfil de endividamento da companhia.
Na assembleia extraordinária de acionistas marcada para o dia 19 de fevereiro, a Biosev deve aprovar uma série de alterações acionárias para se estruturar adequadamente para ir à bolsa. A empresa pretender abrir seu capital no Novo Mercado da BM&FBovespa. A primeira das mudanças será a conversão das ações preferenciais classe A e classe B em ações ordinárias (com direito de voto) na proporção de uma ação ordinária para cada ação preferencial.
Fabiana Batista
Procurada, a companhia não retornou a solicitação de entrevista da reportagem. De acordo com fontes próximas à empresa, a Biosev vai tentar captar cerca de R$ 760 milhões - valor semelhante ao que pretendia levantar na tentativa de IPO no ano passado - com a oferta de 25% do capital da empresa.
A companhia marcou uma assembleia extraordinária com acionistas para o dia 19 de fevereiro para deliberar sobre a nova tentativa de ir à bolsa. A expectativa é de que a operação seja realizada nas semanas seguintes para aproveitar o bom humor do mercado. Conforme apurou a reportagem, a Biosev tomou a decisão por entender que o otimismo do mercado de capitais melhorou, dada as emissões recentes de bonds de frigoríficos e usinas do Brasil com boa aceitação de investidores.
Além disso, após a venda em dezembro passado dos canaviais da usina São Carlos (SP) para o grupo São Martinho, por R$ 200 milhões, a Biosev está investindo mais em recuperação de áreas de cana e, por isso, tende a ter na safra 2013/14, que começa em abril, um resultado melhor a ser apresentado ao mercado.
No exercício encerrado em 31 de março de 2012 - safra 2011/12 -, a Biosev registrou um prejuízo líquido de R$ 279,4 milhões. No referido ciclo, as 15 usinas de cana-de-açúcar da empresa haviam processado apenas 28 milhões de toneladas da matéria-prima, bem abaixo de sua capacidade instalada, para 40 milhões de toneladas. A reportagem apurou que na temporada 2012/13, que termina oficialmente em 31 de março, a empresa deve apresentar um aumento de 15% de sua moagem de cana, para 32 milhões de toneladas.
Os investimentos da empresa devem ganhar mais fôlego após a conclusão do aumento de capital em curso, que visa captar R$ 600 milhões com emissão privada de ações. O prazo para subscrição e integralização das ações é 28 de fevereiro.
Um alongamento da dívida financeira de curto prazo da empresa - que em 31 de março de 2012 era de R$ 1,8 bilhão - também está sendo feito pelos bancos credores para tornar mais saudável o perfil de endividamento da companhia.
Na assembleia extraordinária de acionistas marcada para o dia 19 de fevereiro, a Biosev deve aprovar uma série de alterações acionárias para se estruturar adequadamente para ir à bolsa. A empresa pretender abrir seu capital no Novo Mercado da BM&FBovespa. A primeira das mudanças será a conversão das ações preferenciais classe A e classe B em ações ordinárias (com direito de voto) na proporção de uma ação ordinária para cada ação preferencial.
Fabiana Batista