Os efeitos da pandemia de coronavírus na economia, somados a fatores específicos das empresas como as dívidas elevadas, já provocam mudanças nos ratings de créditos das sucroenergéticas.
No final de março, a Fitch Ratings reduziu a nota da Biosev de B+ para B no rating de longo prazo, e de A- para BBB no nacional. Além disso, a perspectiva da agência de classificação de risco, que era estável, foi revisada para negativa. Ou seja, novos rebaixamentos podem ocorrer nos próximos meses.
A perspectiva negativa é justificada pela necessidade de refinanciamento das dívidas da companhia até 2022. “Embora a liquidez deva permanecer satisfatória a curto prazo, devido aos vencimentos administráveis da dívida bancária até março de 2021, a Biosev possui vencimentos significativos de dívida de aproximadamente R$ 2,5 bilhões em 2021 e de R$ 2,5 bilhões em 2022”, detalha. A agência ainda pontua que a taxa de câmbio poderá aumentar este valor.
Além disso, na opinião da Fitch, o atual ambiente de negócios – com preços baixos de açúcar e etanol – pressiona o caixa da Biosev e “acrescenta risco à capacidade da empresa de acessar linhas de crédito de longo prazo”. De acordo com o relatório, a queda nos preços fará com que a geração de fluxo de caixa livre (FCF) seja negativa.
Confira, na versão completa, mais detalhes sobre a análise da Fitch Ratings a respeito da saúde financeira da Biosev.
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