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Biosev não pretende participar de leilão de usina da Renuka, diz presidente

rui chammas biosev 021014Biosev, braço sucroenergético da Louis Dreyfus Company (LDC), não pretende participar do leilão da Usina Revati, da Renuka do Brasil, marcado para 4 de setembro, disse Rui Chammas

Reuters 3 min de leitura

A Biosev, braço sucroenergético da Louis Dreyfus Company (LDC), não pretende participar do leilão da Usina Revati, da Renuka do Brasil, marcado para 4 de setembro, disse à Reuters o presidente da companhia, Rui Chammas.

"Não está na agenda da Biosev participar desse leilão", resumiu o executivo.

Localizada em Brejo Alegre (SP), a unidade já despertou o interesse da chinesa Cofco e da brasileira Companhia Mineira de Açúcar e Álcool (CMAA).

A declaração de Chammas ocorre no mesmo dia em que a Biosev divulgou seus resultados referentes ao segundo trimestre, o equivalente ao primeiro da safra 2017/18.

No período, a companhia reportou prejuízo de 577 milhões de reais, 63,5 maior ante o registrado há um ano.

A alavancagem fechou em 30 de junho a 3,8 vezes. De acordo com Chammas, o objetivo é terminar a temporada, em 31 de março de 2018, com esse indicador inferior a 3,5 vezes.

Segundo Chammas, a moagem de cana-de-açúcar, beneficiada por um clima “normal” e por “ganhos de produtividade”, cresceu 6,5 por cento no trimestre, para 9,62 milhões de toneladas.

O mix de produção no período pendeu para o açúcar, com 53 por cento da oferta de matéria-prima destinada à fabricação do alimento, contra 51,6 por cento há um ano, embora, segundo Chammas, isso não seja uma tendência para o resto da safra.

“Essa decisão de produzir mais ou menos açúcar tem a ver com os preços de mercado. No primeiro trimestre (da safra), o açúcar estava com preços superiores aos do etanol e, ao longo deste segundo trimestre, vamos acompanhar e tomar as decisões de curto prazo”, afirmou.

Conforme o executivo, a atratividade do açúcar de abril a junho também se refletiu sobre os estoques da companhia, que diminuíram dada a comercialização mais intensa.

A Biosev encerrou o trimestre com reservas de 83 mil toneladas de açúcar, 46,8 por cento menos em relação a igual data de 2016.

“O açúcar de curto prazo estava rendendo mais que o açúcar de médio e longo prazos. Não valia a pena carrega-lo”, disse.

A Biosev nasceu em 2009, a partir da fusão da LDC Bioenergia com a Santelisa Vale, uma das maiores companhias nacionais na produção e processamento de cana-de-açúcar.

Segunda maior processadora de cana do país, com 11 unidades industriais localizadas em quatro polos agroindustriais no Brasil, tem capacidade total de moagem superior a 36 milhões de toneladas por safra.

José Roberto Gomes

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