Recentemente, a Biosev foi habilitada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para atuar como comercializadora de energia
A Biosev realizou um aumento de capital de R$ 2,5 milhões na Biosev Comercializadora de Energia S.A., subsidiária integral da Biosev S.A., que opera em cinco usinas na região de Ribeirão Preto, interior de SP.
O valor é pequeno se comparados aos capitais sociais das empresas do setor. Porém, abre espaço para que a companhia assuma novas operações.
A Biosev realizou um aumento de capital de R$ 2,5 milhões na Biosev Comercializadora de Energia S.A., subsidiária integral da Biosev S.A., que opera em cinco usinas na região de Ribeirão Preto, interior de SP.
O valor é pequeno se comparados aos capitais sociais das empresas do setor. Porém, abre espaço para que a companhia assuma novas operações. Recentemente, a Biosev foi habilitada pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) para atuar como comercializadora de energia.
Segundo o coordenador da área societária da Martinelli Advogados, Fernando Nees, esse tipo de aporte é necessário para responder aos requisitos mínimos exigidos por licitações e leilões. “É preciso ter um capital social mínimo para participar [dos leilões de energia]. Dificilmente pedem valores de patrimônio líquido ou passivo. Só pedem o capital mínimo”, explica.
O empréstimo do montante data de 24 de julho de 2015 e foi obtido mediante Contrato de Adiantamento para Futuro Aumento de Capital, sendo integralizado em 30 de setembro do mesmo ano. Os recursos são da controladora.
A Biosev divulgou uma nota afirmando que “a obtenção de tal aprovação é parte das iniciativas da Companhia para identificar e capturar oportunidades no mercado de energia”.
De acordo com informações da assessoria de imprensa, atualmente o grupo possui 11 usinas em funcionamento, das quais nove geram energia excedente para venda.
Prejuízos
A controladora vem acumulando prejuízos em série. Os últimos resultados apontam que quase 83% da dívida está em dólares, o que causou grande impacto na companhia com as recentes mudanças cambiais. Em setembro do ano passado a dívida líquida ajustada chegava aos R$ 5,7 bilhões, com uma relação de 4,2 vezes entre dívida ajusta e EBITDA ajustado.
Jorge Mariano – NovaCana