
Daniel Lopes, da FS, participa de painel durante o evento Teco
A sustentabilidade no setor de etanol de milho foi debatida nesta terça-feira, 30, durante a 11ª edição do Teco Latin America, evento voltado para a cadeia produtiva de etanol de grãos.
O chefe de bioenergia da Novonesis, Fabrício Leal Rocha, falou sobre os caminhos da biotecnologia e o futuro. Ele detalhou que a companhia esteve junto ao setor de etanol, propiciando a chegada aos melhores índices de rendimento do biocombustível no mundo.
Segundo ele, isso foi possível porque a Novonesis desenvolveu biotecnologias para a redução dos índices de glicerol e dos níveis de glicose durante o processo produtivo do biocombustível.
Além disso, Rocha pontua que o futuro do setor implica na inclusão de novas regiões de produção, como os estados de Tocantins, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Sul, entre outros. “Com a entrada de novos players, teremos que ser mais eficientes. Usaremos outras matérias-primas, como trigo, triticale e sorgo, que trarão novos desafios. A biomassa é um insumo super estratégico e será ainda mais”, acrescenta.
“Como chegaremos a 16 bilhões de litros em 2030 de forma sustentável e rentável, com espaço para DDGs e com uso de biomassa de forma mais eficiente?”, Fabrício Leal Rocha (Novonesis)
O chefe de bioenergia da Novonesis detalha que a inovação buscada pela empresa na produção de enzimas e leveduras para o setor de etanol de grãos leva em conta o interesse do mercado e a viabilidade técnica.
“Queremos melhorar as trocas e eficiências energéticas no uso de biomassa, que talvez seja um dos principais desafios do setor”, aponta Rocha.
Por sua vez, o vice-presidente de sustentabilidade e desenvolvimento de mercado da FS, Daniel Lopes, falou sobre a cadeia de valor da sustentabilidade na indústria de etanol. Ele também reforça que a biomassa é fundamental para o futuro da indústria.
“Precisamos plantar para colher em seis anos e isso não está ocorrendo. Temos 60% do eucalipto plantado no estado de Mato Grosso, mas o market share da FS não é de 60%”, Daniel Lopes (FS)
“Plantar biomassa no Mato Grosso é diferente do que no Mato Grosso do Sul. Os clones são diferentes; os climas e as pragas são diferentes; e, além disso, a rotação com soja e milho traz questões agronômicas diferentes”, enumera.
Para ele, é preciso diversificar a originação de biomassa; a FS utiliza bambu e eucalipto, a partir de fornecedores e de plantios próprios. “Vai faltar biomassa e isso não é surpresa”, reitera Lopes.
Gabrielle Rumor Koster – NovaCana
Conteúdo patrocinado pela Novonesis