Levantamento feito pela Irena mostra retração de 2,3% no número pessoas ocupadas no segmento; energias renováveis como um todo avançaram 5,4%
Pelo segundo ano seguido, o número de postos de trabalho gerados pela indústria de bioenergia recuou. É o que aponta a mais nova edição do estudo Energias Renováveis e Empregos, publicado pela Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena).
Segundo as estimativas do órgão, no mundo todo, pouco mais de 3,44 milhões de pessoas estão empregadas em companhias dedicadas à produção bioenergia.
O segmento é liderado pela produção de biocombustíveis líquidos que registrou, no ano passado, um pouco mais de 2,42 milhões de empregados. A biomassa sólida teve 716 mil trabalhadores e o biogás, 307 mil.
No agregado dessas três fontes, a quantidade de empregos ficou 2,3% abaixo dos 3,52 milhões contabilizados em 2021. O pico do segmento aconteceu em 2019, quando as empresas do ramo tiveram 3,58 milhões de trabalhadores.
Apesar da queda, a bioenergia se manteve como a segunda maior empregadora na indústria global de energias renováveis. Ela é superada apenas contingente de 4,29 milhões de empregados no segmento fotovoltaico.
Pelo segundo ano seguido, o número de postos de trabalho gerados pela indústria de bioenergia recuou. É o que aponta a mais nova edição do estudo Energias Renováveis e Empregos, publicado pela Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena).
Segundo as estimativas do órgão, no mundo todo, pouco mais de 3,44 milhões de pessoas estão empregadas em companhias dedicadas à produção bioenergia.
O segmento é liderado pela produção de biocombustíveis líquidos que registrou, no ano passado, um pouco mais de 2,42 milhões de empregados. A biomassa sólida teve 716 mil trabalhadores e o biogás, 307 mil.
No agregado dessas três fontes, a quantidade de empregos ficou 2,3% abaixo dos 3,52 milhões contabilizados em 2021. O pico do segmento aconteceu em 2019, quando as empresas do ramo tiveram 3,58 milhões de trabalhadores.
Apesar da queda, a bioenergia se manteve como a segunda maior empregadora na indústria global de energias renováveis. Ela é superada apenas contingente de 4,29 milhões de empregados no segmento fotovoltaico.
Em expansão
No total, o setor de energias renováveis sustentou perto de 12,7 milhões de empregos e segue em franca expansão. Entre 2020 e 2021 foram acrescentados cerca de 650 mil postos de trabalho entre todos os segmentos. Quase metade desse total – cerca de 310 mil postos – foram criados em empresas ligadas à geração solar, cuja força de trabalho se expandiu 7,8%.
Aliás, a energia solar foi – de longe – a que mais avançou ao longo do histórico. Nos últimos dez anos, o emprego na indústria fotovoltaica avançou 215%, acrescentando 2,93 milhões novos postos.
Com mais de 1 milhão de novas vagas – crescimento de 43,3% – a bioenergia aparece em segundo lugar.
Brasil
Praticamente um quarto – 25,4% – dos postos de trabalho em bioenergia estão no Brasil, que contabiliza 874,2 mil trabalhadores concentrados principal na produção de etanol e biodiesel. O número ficou praticamente estável em relação ao ano anterior, avançando 0,4% com o acréscimo de 3,2 mil vagas.
Pelas contas da Irena, entre o cultivo de cana-de-açúcar e a produção de etanol, mais de 336 mil brasileiros trabalham no setor sucroenergético; outros 326,9 mil empregos estão no setor de biodiesel. O restante dos postos é de trabalhadores indiretos, como na indústria de máquinas e equipamentos que atende aos dois setores.
Apesar de ser líder isolada do mercado de trabalho brasileiro, a bioenergia perdeu um pouco da dianteira, enquanto a produção de eletricidade fotovoltaica agregou 47,2 mil novas vagas em apenas um ano e atingiu a marca de 115,2 mil empregados no Brasil.
A energia eólica também teve um crescimento notável, de 59,5%, e chegou ao total de 63,8 mil postos.
Fábio Rodrigues – BiodieselBR.com