Unidade deve produzir 75 milhões de litros do biocombustível por ano utilizando tecnologia que também será usada no Brasil a partir do ano que vemApesar de ainda estar em fase de pesquisa em muitos países, o etanol de segunda geração já é uma realidade e, nesta semana, mais um passo foi dado em direção à popularização do uso deste biocombustível: foi inaugurada, em Crescentino, na Itália, a primeira biorrefinaria exclusivamente voltada para a produção de etanol feito a partir da celulose de resíduos agrícolas, não destinados à alimentação.
Veja ainda:
- Detalhes sobre a produção de etanol 2G na usina recém-inaugurada
- A presença da tecnologia da Beta Renewables no Brasil
- O tamanho do investimento na usina e o que os investidores dizem que é necessário para garantir que outros investimentos sejam feitos mundo afora
- Detalhes sobre a produção de energia na unidade
Apesar de ainda estar em fase de pesquisa em muitos países, o etanol de segunda geração já é uma realidade e, nesta semana, mais um passo foi dado em direção à popularização do uso deste biocombustível: foi inaugurada, em Crescentino, na Itália, a primeira biorrefinaria exclusivamente voltada para a produção de etanol feito a partir da celulose de resíduos agrícolas, não destinados à alimentação.
A usina da Beta Renewables, joint venture entre Biochemtex, o fundo americano TGP e a empresa dinamarquesa Novozymes, produzir 75 milhões de litros de etanol por ano, por meio de conversão enzimática da celulose de palha de trigo, palha de arroz e cana-do-reino.
As enzimas a serem utilizadas na fábrica de Crescentino, assim como em futuros empreendimentos da Beta Renewables, foram desenvolvidas pela Novozymes. Aliada a elas, a tecnologia utilizada pela empresa, batizada Proesa, promete produzir etanol e outros produtos químicos com baixas emissões de gases do efeito estufa (GEE) e a preços competitivos, quando comparados aos dos combustíveis fósseis. O biocombustível resultante do processo também deve reduzir em aproximadamente 90% as emissões de GEE advindas do uso de combustíveis fósseis, porcentagem ainda mais significativa do que a obtida com o uso de biocombustíveis de primeira geração.
"A Proesa já permite a produção de biocombustíveis avançados em escala comercial a um custo competitivo, em relação aos biocombustíveis convencionais. Nossa tecnologia torna os projetos de biocombustíveis celulósicos financiáveis e replicáveis. Com a primeira usina em escala comercial do mundo em operação aqui na Itália, eu estou ansioso o estabelecimento desta nova e promissora indústria", declarou o CEO da Beta Renawables, Guido Ghisolfi. Ainda assim, só a tecnologia não será suficiente para que a indústria dos biocombustíveis avançados se estabeleça. "Os legisladores agora precisam mandar sinais claros para encorajar os investimentos necessários em biocombustíveis avançados", disse o CEO da Novozymes, Peder Holk Nielsen.
Acordos entre a empresa e os Estados Unidos e países da América Latina já foram assinados, garantindo a exportação da tecnologia desenvolvida pela empresa mundo afora, inclusive para o Brasil. Aqui, a usina da GranBio em São Miguel dos Campos (AL), que deve entrar em operação em 2014, utilizará o sistema Proesa.
Além da produção do etanol 2G, a unidade possui uma usina anexa para produção de energia, a qual deve produzir 13 MW para garantir o funcionamento da biorrefinaria. Caso haja excedente, ele será vendido para a rede elétrica. Outro avanço é o sistema de reutilização da água, que faz com que ela seja 100% reaproveitada.
A unidade em Crescentino está situada em uma área de 15 hectares e, desde 2011, recebeu investimentos na escala dos US$ 200 milhões. O projeto teve apoio da Comissão Europeia.
Vivian Faria - NovaCana
Veja ainda:
- Detalhes sobre a produção de etanol 2G na usina recém-inaugurada
- A presença da tecnologia da Beta Renewables no Brasil
- O tamanho do investimento na usina e o que os investidores dizem que é necessário para garantir que outros investimentos sejam feitos mundo afora
- Detalhes sobre a produção de energia na unidade
Apesar de ainda estar em fase de pesquisa em muitos países, o etanol de segunda geração já é uma realidade e, nesta semana, mais um passo foi dado em direção à popularização do uso deste biocombustível: foi inaugurada, em Crescentino, na Itália, a primeira biorrefinaria exclusivamente voltada para a produção de etanol feito a partir da celulose de resíduos agrícolas, não destinados à alimentação.A usina da Beta Renewables, joint venture entre Biochemtex, o fundo americano TGP e a empresa dinamarquesa Novozymes, produzir 75 milhões de litros de etanol por ano, por meio de conversão enzimática da celulose de palha de trigo, palha de arroz e cana-do-reino.
As enzimas a serem utilizadas na fábrica de Crescentino, assim como em futuros empreendimentos da Beta Renewables, foram desenvolvidas pela Novozymes. Aliada a elas, a tecnologia utilizada pela empresa, batizada Proesa, promete produzir etanol e outros produtos químicos com baixas emissões de gases do efeito estufa (GEE) e a preços competitivos, quando comparados aos dos combustíveis fósseis. O biocombustível resultante do processo também deve reduzir em aproximadamente 90% as emissões de GEE advindas do uso de combustíveis fósseis, porcentagem ainda mais significativa do que a obtida com o uso de biocombustíveis de primeira geração.
"A Proesa já permite a produção de biocombustíveis avançados em escala comercial a um custo competitivo, em relação aos biocombustíveis convencionais. Nossa tecnologia torna os projetos de biocombustíveis celulósicos financiáveis e replicáveis. Com a primeira usina em escala comercial do mundo em operação aqui na Itália, eu estou ansioso o estabelecimento desta nova e promissora indústria", declarou o CEO da Beta Renawables, Guido Ghisolfi. Ainda assim, só a tecnologia não será suficiente para que a indústria dos biocombustíveis avançados se estabeleça. "Os legisladores agora precisam mandar sinais claros para encorajar os investimentos necessários em biocombustíveis avançados", disse o CEO da Novozymes, Peder Holk Nielsen.
Acordos entre a empresa e os Estados Unidos e países da América Latina já foram assinados, garantindo a exportação da tecnologia desenvolvida pela empresa mundo afora, inclusive para o Brasil. Aqui, a usina da GranBio em São Miguel dos Campos (AL), que deve entrar em operação em 2014, utilizará o sistema Proesa.
Além da produção do etanol 2G, a unidade possui uma usina anexa para produção de energia, a qual deve produzir 13 MW para garantir o funcionamento da biorrefinaria. Caso haja excedente, ele será vendido para a rede elétrica. Outro avanço é o sistema de reutilização da água, que faz com que ela seja 100% reaproveitada.
A unidade em Crescentino está situada em uma área de 15 hectares e, desde 2011, recebeu investimentos na escala dos US$ 200 milhões. O projeto teve apoio da Comissão Europeia.
Vivian Faria - NovaCana