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Beta Renewables inaugura primeira usina exclusiva de etanol 2G em escala comercial

usina betarenewables 111013Unidade deve produzir 75 milhões de litros do biocombustível por ano utilizando tecnologia que também será usada no Brasil a partir do ano que vem
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Apesar de ainda estar em fase de pesquisa em muitos países, o etanol de segunda geração já é uma realidade e, nesta semana, mais um passo foi dado em direção à popularização do uso deste biocombustível: foi inaugurada, em Crescentino, na Itália, a primeira biorrefinaria exclusivamente voltada para a produção de etanol feito a partir da celulose de resíduos agrícolas, não destinados à alimentação.

Veja ainda:
- Detalhes sobre a produção de etanol 2G na usina recém-inaugurada
- A presença da tecnologia da Beta Renewables no Brasil
- O tamanho do investimento na usina e o que os investidores dizem que é necessário para garantir que outros investimentos sejam feitos mundo afora
- Detalhes sobre a produção de energia na unidade

usina betarenewables 111013Apesar de ainda estar em fase de pesquisa em muitos países, o etanol de segunda geração já é uma realidade e, nesta semana, mais um passo foi dado em direção à popularização do uso deste biocombustível: foi inaugurada, em Crescentino, na Itália, a primeira biorrefinaria exclusivamente voltada para a produção de etanol feito a partir da celulose de resíduos agrícolas, não destinados à alimentação.

A usina da Beta Renewables, joint venture entre Biochemtex, o fundo americano TGP e a empresa dinamarquesa Novozymes, produzir 75 milhões de litros de etanol por ano, por meio de conversão enzimática da celulose de palha de trigo, palha de arroz e cana-do-reino.

As enzimas a serem utilizadas na fábrica de Crescentino, assim como em futuros empreendimentos da Beta Renewables, foram desenvolvidas pela Novozymes. Aliada a elas, a tecnologia utilizada pela empresa, batizada Proesa, promete produzir etanol e outros produtos químicos com baixas emissões de gases do efeito estufa (GEE) e a preços competitivos, quando comparados aos dos combustíveis fósseis. O biocombustível resultante do processo também deve reduzir em aproximadamente 90% as emissões de GEE advindas do uso de combustíveis fósseis, porcentagem ainda mais significativa do que a obtida com o uso de biocombustíveis de primeira geração.

"A Proesa já permite a produção de biocombustíveis avançados em escala comercial a um custo competitivo, em relação aos biocombustíveis convencionais. Nossa tecnologia torna os projetos de biocombustíveis celulósicos financiáveis e replicáveis. Com a primeira usina em escala comercial do mundo em operação aqui na Itália, eu estou ansioso o estabelecimento desta nova e promissora indústria", declarou o CEO da Beta Renawables, Guido Ghisolfi. Ainda assim, só a tecnologia não será suficiente para que a indústria dos biocombustíveis avançados se estabeleça. "Os legisladores agora precisam mandar sinais claros para encorajar os investimentos necessários em biocombustíveis avançados", disse o CEO da Novozymes, Peder Holk Nielsen.

Acordos entre a empresa e os Estados Unidos e países da América Latina já foram assinados, garantindo a exportação da tecnologia desenvolvida pela empresa mundo afora, inclusive para o Brasil. Aqui, a usina da GranBio em São Miguel dos Campos (AL), que deve entrar em operação em 2014, utilizará o sistema Proesa.

Além da produção do etanol 2G, a unidade possui uma usina anexa para produção de energia, a qual deve produzir 13 MW para garantir o funcionamento da biorrefinaria.  Caso haja excedente, ele será vendido para a rede elétrica. Outro avanço é o sistema de reutilização da água, que faz com que ela seja 100% reaproveitada.

A unidade em Crescentino está situada em uma área de 15 hectares e, desde 2011, recebeu investimentos na escala dos US$ 200 milhões. O projeto teve apoio da Comissão Europeia.

Vivian Faria - NovaCana
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