A longa batalha pela sobrevivência da produtora de etanol, açúcar e energia Infinity Bio-Energy, controlada pelo grupo de energia e infraestrutura Bertin, pode estar perto do fim – e o final não vai ser feliz.
Em recuperação judicial desde 2009, a companhia apresentou, no fim de fevereiro, seu terceiro plano de recuperação. Os quatro maiores credores precisam aprovar o plano, mas um deles, o banco Santander, já avisou que prefere a falência. A decisão dos credores será amanhã (15).
Com dívida de 1,5 bilhão de reais, o grupo não estava cumprindo o primeiro plano e apresentou outro em julho no ano passado, que foi negado. Nele, a companhia pedia autorização para a venda de três de suas seis unidades, além do arrendamento das usinas restantes e uma renegociação com os credores de uma dívida estimada em R$ 1,9 bilhão.
A Infinity Bio-Energy foi criada em 2006 e, embora tenha seis usinas, apenas três ainda estão operando – Usinavi, em Naviraí (MS); Ibirálcool, em Ibirapuã (BA); e Disa, em Conceição da Barra (ES). Das três, a Disa é a única que segue com segurança. As outras duas tem claras dificuldades: Naviraí conta com o atraso de salários e demissões em massa; e o funcionamento em Ibirapuã oscila conforme a negociação com fundos internacionais.
Com edição adicional novaCana.com