Para Armínio Fraga, governo federal erra ao prejudicar o biocombustível de canaDesde que virou coordenador econômico da campanha do senador Aécio Neves (PSDB), o economista Armínio Fraga tem motivação extra para criticar a política do governo federal. E resumiu com precisão uma das angústias do setor sucroenergético.
Em recente entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, o economista e coordenador econômico da campanha do senador Aécio Neves (PSDB), Armínio Fraga, resumiu com precisão uma das angústias do setor sucroenergético: "Estamos na situação singular de subsidiar o setor de combustíveis fósseis - algo que vai na contra mão da recomendação técnica".
Falando sobre a situação econômica atual do país e discutindo possíveis soluções para melhoria do cenário, Fraga citou a crise do setor de etanol como um dos problemas enfrentados no momento e disse que apesar de ser "um setor menos antipático ao meio ambiente do que o do petróleo", a indústria de etanol vem sofrendo as consequências desta postura do governo. "A determinação é taxar e não subsidiar, porque esse setor [dos combustíveis fósseis] produz um efeito negativo para a sociedade. Esse é o típico caso em que se recomenda fazer o oposto do que estamos fazendo".
O comentário vai ao encontro das reivindicações do setor para que o preço da gasolina no país deixe de ser inferior ao preço internacional, que a Cide volte a incidir sobre a gasolina ou que haja alguma diferença na tributação do etanol que reconheça as externalidades positivas do biocombustível, entre as quais o setor ressalta a diminuição das emissões de carbono, a geração de empregos e a maior segurança energética.
Fraga também falou da situação da Petrobras, que, recebeu o papel de "locomotiva do setor" ao mesmo tempo em que teve seu fluxo de caixa asfixiado pelo governo. "O governo precisa arrumar recursos de outra maneira", declarou.
Segundo o economista, entre os objetivos do governo devem estar ajustar a inflação e fazer a reforma tributária, além de outras medidas que podem não ter boa aceitação popular. "O custo de tomar medidas impopulares é muito menor do que o de não tomar", disse.
Vivian Faria - NovaCana
Com informações d'O Estado de S. Paulo
Em recente entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, o economista e coordenador econômico da campanha do senador Aécio Neves (PSDB), Armínio Fraga, resumiu com precisão uma das angústias do setor sucroenergético: "Estamos na situação singular de subsidiar o setor de combustíveis fósseis - algo que vai na contra mão da recomendação técnica".
Falando sobre a situação econômica atual do país e discutindo possíveis soluções para melhoria do cenário, Fraga citou a crise do setor de etanol como um dos problemas enfrentados no momento e disse que apesar de ser "um setor menos antipático ao meio ambiente do que o do petróleo", a indústria de etanol vem sofrendo as consequências desta postura do governo. "A determinação é taxar e não subsidiar, porque esse setor [dos combustíveis fósseis] produz um efeito negativo para a sociedade. Esse é o típico caso em que se recomenda fazer o oposto do que estamos fazendo".
O comentário vai ao encontro das reivindicações do setor para que o preço da gasolina no país deixe de ser inferior ao preço internacional, que a Cide volte a incidir sobre a gasolina ou que haja alguma diferença na tributação do etanol que reconheça as externalidades positivas do biocombustível, entre as quais o setor ressalta a diminuição das emissões de carbono, a geração de empregos e a maior segurança energética.
Fraga também falou da situação da Petrobras, que, recebeu o papel de "locomotiva do setor" ao mesmo tempo em que teve seu fluxo de caixa asfixiado pelo governo. "O governo precisa arrumar recursos de outra maneira", declarou.
Segundo o economista, entre os objetivos do governo devem estar ajustar a inflação e fazer a reforma tributária, além de outras medidas que podem não ter boa aceitação popular. "O custo de tomar medidas impopulares é muito menor do que o de não tomar", disse.
Vivian Faria - NovaCana
Com informações d'O Estado de S. Paulo