A sexta-feira, 28, terminou com os preços do milho pouco modificados ne mercado físico brasileiro. Em levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas, foram percebidas desvalorizações apenas em São Gabriel do Oeste (MS).
Já as valorizações apareceram nas praças de Londrina (PR), Jataí (GO), Rio Verde (GO) e Campinas (SP).
De acordo com o reporte diário da Radar Investimentos, “os fundamentos do milho têm tido poucas oscilações nos últimos dias com os indicadores do físico deram algum alívio em função do dólar”.
A análise da Agrifatto Consultoria acrescenta que “a melhora do ambiente de negócios com maior flexibilidade dos vendedores levou o indicador de Campinas (SP) a recuar 4,6% nos últimos dois dias, trazendo a saca do cereal para o nível de R$ 96 por saca”.
No Rio Grande do Sul, por exemplo, o preço médio da saca de milho caiu 3,7% na semana ficando em R$ 88,35 a saca, conforme relatório divulgado pela Associação Sulina de Crédito e Assistência Rural do Rio Grande do Sul (Ascar-RS) no final da tarde de quinta-feira.
Os preços futuros do milho fecharam a sexta-feira operando em campo misto na bolsa brasileira B3. As principais cotações registraram movimentações entre 0,09% negativo e 1,45% positivo ao final do dia.
O vencimento julho de 2021 foi cotado à R$ 93,92 com recuo de 0,09%; o setembro de 2021 valeu R$ 95,18 com ganho de 0,86%; o novembro de 2021 foi negociado por R$ 96,05 com alta de 0,52%; e o janeiro de 2022 teve valor de R$ 98,20 com elevação de 1,45%.
Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam baixa de 0,91% para o julho de 2021, e altas de 1,48% para o setembro de 2021, de 1,35% para o novembro de 2021 e de 1,82% para o janeiro de 2022 na comparação com a última sexta-feira, 21.

Para o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, a B3 segue se acomodando e tentando se manter acima dos R$ 90,00, com o mercado de olho nos campos.
“Há muita dúvida de como realmente será a safra. Temos o mês de junho ainda pela frente, com muitas lavouras em risco de geada e diversas outras que sofreram com a seca e estão irreversíveis. Essas dúvidas acabam deixando o mercado acomodado sem pressão nem para um lado nem para o outro”, explica.
A Radar Investimentos também avalia neste sentido, apontando que os futuros estão voláteis, já que “os participantes do mercado interno tentam ter a sensibilidade do tamanho da quebra da safrinha”.
Enquanto isso a consultoria Safras & Mercado acredita em uma produção de 61,59 milhões de toneladas nesta segunda safra, ante as 70,8 milhões indicadas no mês de abril e as 73,47 milhões colhidas no ano passado.
A Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou o último dia da semana com os preços internacionais do milho futuro caindo. As principais cotações registraram movimentações negativas entre 7,75 e 12,25 pontos ao final da sexta-feira.
O vencimento julho de 2021 foi cotado à US$ 6,56 com queda de 7,75 pontos; o setembro de 2021 valeu US$ 5,73 com desvalorização de 12,25 pontos; o dezembro de 2021 foi negociado por US$ 5,45 com baixa de 9,5 pontos; e o março de 2022 teve valor de US$ 5,52 com perda de 9,25 pontos.
Esses índices representaram quedas, com relação ao fechamento da última quinta-feira, de 1,2% para o julho de 2021, de 2,05% para o setembro de 2021, de 1,8% para o dezembro de 2021 e de 1,6% para o março de 2022.
Com relação ao fechamento da última semana, os futuros do milho acumularam perdas de 0,46% para o julho de 2021, de 0,18% para o dezembro de 2021 e de 0,18% para o março de 2022, além de estabilidade para o setembro de 2021 na comparação com a sexta-feira anterior, 21.

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho tropeçaram em uma rodada de vendas técnicas, apagando uma parte dos grandes ganhos capturados ontem.
“Os contratos terminaram a semana no vermelho, mas as perdas não foram grandes após muitos altos e baixos desde a manhã de segunda-feira”, destaca o analista Ben Potter.
O comentarista Mike McGinnis, do site internacional Successful Farming, acrescenta ainda que, os mercados agrícolas do CME Group fecharam em baixa, com os investidores optando por não assumir grandes posições nesta sexta-feira antes do fim de semana véspera do feriado do Memorial Day na segunda-feira.
Guilherme Dorigatti