O relatório de progresso da safra de milho 2021/22 nos Estados Unidos provocou impacto nas cotações do cereal, que recuaram para seu nível mais baixo em mais de um mês, informa o banco alemão Commerzbank, em comentário diário enviado a clientes. O levantamento de progresso da safra é do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e foi divulgado na segunda-feira, 24.
O plantio de milho avança rapidamente, segundo o USDA, com 90% dos campos já semeados. A média de cinco anos para esta época é 10 pontos porcentuais menor. “Os dados são apenas um ponto do assunto predominante no momento: o melhor clima nas regiões de cultivo dos EUA. É provável que isso também tenha encorajado participantes do mercado, orientados para o curto prazo, a saírem de suas posições compradas”, aponta a analista de commodities agrícolas do Commerzbank, Michaela Kühl.
De acordo com o Commerzbank, em meados de abril, traders detinham cerca de 400 mil contratos; na última terça-feira, o dia do relatório da Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC), esse número já havia sido reduzido para 300 mil contratos.
“Nesta manhã, o milho está sendo negociado ligeiramente para cima. Isso ocorre porque os estoques devem aumentar pouco, mesmo considerando a avaliação de mercado positiva do USDA, que prevê a possibilidade de um pequeno superávit no mercado global de milho em 2021/22 após quatro anos de déficit”, diz Kühl.
Um ponto importante nesta avaliação, segundo a analista, é que a previsão de safra do cereal dos EUA deve cair um pouco, antes de poder atingir recorde, em virtude da incerteza que existe sobre a área realmente plantada.
Sandy Oliveira