O ex-diretor da ANP Aurélio Amaral será o novo diretor de relações externas e comunicações da Eneva a partir da próxima sexta-feira, 1º. Ele substitui Damian Popolo, que está no cargo há dez anos e deixa a empresa no próximo dia 29.
Aurélio Amaral é advogado e atuava como sócio consultor do escritório Schmidt, Valois, Miranda Ferreira Agel Advogados, tendo sido diretor da ANP entre 2016 e 2020. Ele teve forte atuação na revisão dos contratos de conteúdo local e na implementação da regulação da Política Nacional de Biocombustíveis (RenovaBio).
Em 2021, em artigo publicado pela agência EPBR, defendeu que, para que o mercado de biogás e biometano se desenvolva, são necessárias estruturas regulatórias e mecanismos de apoio fiscal e financeiro para que as restrições de capital sejam enfrentadas de modo a atingir a sustentabilidade financeira.
“Estamos confiantes de que sua liderança estratégica e experiência continuarão a impulsionar nossos resultados. A Eneva está entusiasmada com o novo capítulo que se inicia com Aurélio ao nosso lado”, disse a empresa, em comunicado interno, ao qual a agência EPBR teve acesso.
A Eneva é a maior produtora independente de gás natural do país, com capacidade de produzir 8,4 milhões de m³ por dia. Tem ainda 5,5 GW de usinas em operação, sendo 4,6 GW de termelétricas a gás e carvão e 870 MWp de solar fotovoltaica.
Em novembro do ano passado, a empresa propôs uma fusão com a Vibra Energia. A companhia enviou uma carta ao conselho de administração da distribuidora propondo uma troca de ações.
A proposta prevê que os acionistas de cada companhia fiquem com 50% das ações da empresa resultante. A Eneva, na época da proposta, tinha valor de mercado de R$ 20,7 bilhões e a Vibra, de R$ 25,9 bilhões.
Líder de mercado, a Vibra tem 8,3 mil postos de combustíveis no país e 30 milhões de consumidores finais, incluindo 18 mil clientes B2B e outros 50 mil consumidores por meio da comercializadora Comerc.
O objetivo da fusão, segundo a Eneva, é acelerar as vendas de gás por meio da plataforma de distribuição da Vibra, tanto para clientes industriais quanto para substituir o diesel de caminhões e ônibus.
A companhia resultante teria 30% de sua geração de energia vinda de fontes renováveis, com mais de 3 GW de geração distribuída, eólica e solar centralizada. Com os projetos em desenvolvimento, poderia alcançar 6 GW.
A Eneva, que já estava buscando parceiro para renováveis, investiu R$ 3,2 bilhões no Complexo Solar Futura, de 870 MWp, na Bahia. As expansões previstas devem ampliar a capacidade para 3.159 MW.