O gerente executivo de relações com investidores da Cosan, Phillipe Casale, afirmou que o aumento significativo na produção de açúcar deve manter os preços globais pressionados nas bolsas internacionais no curto e médio prazo.
Em teleconferência com investidores para divulgação de resultados da companhia, o executivo disse também que a Raízen Energia continua com a estratégia de fixação de preços de açúcar, que estão sendo favorecidos pela desvalorização do real ante as moedas estrangeiras.
A Raízen avançou com um hedge de 80% do açúcar a ser exportado na safra 2020/21 e de 40% do açúcar para a safra 2021/22, disse Casale. “Apesar da queda nos preços nas bolsas internacionais, os valores em reais têm nos dado boas oportunidades”, afirma.
Do ponto de vista global, o açúcar brasileiro está ganhando competitividade no mercado, ressaltou o executivo, especialmente com as perspectivas de queda nas produções da Índia, Tailândia e União Europeia.
Em relação ao etanol, Casale afirmou que o volume de vendas caiu nas últimas semanas de março, mas o preço médio de venda subiu refletindo o maior volume exportado e o hedge realizado pela companhia.
Julliana Martins e Wagner Gomes