A Atvos ampliou o uso de soluções biológicas no cultivo de cana-de-açúcar como parte de sua estratégia para aumentar eficiência, produtividade agrícola e sustentabilidade em campo. Atualmente, a companhia utiliza insumos biológicos em 100% das áreas de plantio de cana-de-açúcar.
A adoção dessas soluções integra um conjunto de iniciativas implementadas pela companhia nas safras mais recentes. A produtividade média das usinas do grupo cresceu em 42%, passando de 52 toneladas por hectare, em 2021, para mais de 70 t/ha mais recentemente, conforme informou a empresa.
Além do plantio, a Atvos está ampliando o uso de bioinsumos em outras etapas do manejo agrícola, incluindo o controle de pragas-chave, como a cigarrinha-da-raiz (Mahanarva fimbriolata), o bicudo-da-cana (Sphenophorus levis) e a broca-da-cana (Diatraea saccharalis).
As soluções foram validadas em escala comercial nas oito unidades agroindustriais da companhia. Atualmente, os bioinsumos são aplicados em 100% das áreas de plantio e corte de soqueira, além de integrarem estratégias de proteção de cultivos e práticas de agricultura regenerativa.
Segundo dados do Instituto Biológico, em 2015, menos de um terço dos canaviais brasileiros utilizavam agentes não químicos para o controle de pragas relevantes. Já na safra 2024/25, o uso de bioinsumos registrou forte crescimento no país, com a cana-de-açúcar representando aproximadamente 12% do consumo nacional de insumos biológicos agrícolas. Os dados demonstram o avanço dessas tecnologias no campo e o potencial de expansão desse mercado.
“A adoção de bioinsumos representa uma evolução importante na nossa operação agrícola e está diretamente conectada à estratégia da Atvos de integrar inovação, sustentabilidade e eficiência. Ao ampliar o manejo biológico em larga escala, avançamos em uma agricultura cada vez mais eficiente e resiliente, com ganhos para a produtividade e para o negócio”, afirma o VP de operações da Atvos, Wilson Lucena.
Benefícios
Segundo a Atvos, o uso de insumos biológicos traz uma série de benefícios agronômicos e operacionais, contribuindo para a qualidade e o equilíbrio do solo, com o aumento da atividade microbiana e diversidade funcional. Esses fatores favorecem processos como a ciclagem de nutrientes e o desenvolvimento radicular, além de contribuírem para o manejo mais equilibrado de pragas e doenças.
Outras vantagens, conforme pontua a empresa, incluem maior eficiência no uso de insumos, maior seletividade e segurança no manuseio, além de favorecer a preservação de organismos não alvo. Em sistemas consolidados, esses fatores podem contribuir para aumentar a estabilidade em campo e incrementar a produtividade no longo prazo, de acordo com a companhia.
Soluções
As soluções biológicas são aplicadas de forma integrada no plantio e complementadas por outras tecnologias ao longo do ciclo, compondo a estratégia de manejo biológico da Atvos. A companhia pontuou as principais finalidades de uso e tipos de bioinsumo empregados:
- Manejo de plantio: Soluções biológicas e bioestimulantes que atuam de forma complementar
- Controle de nematoides e patógenos de solo: Formulações à base de Bacillus amyloliquefaciens e Trichoderma harzianum, que atuam por mecanismos como antagonismo, competição e indução de resistência, contribuindo para a proteção do sistema radicular nas fases iniciais da cultura
- Promoção de crescimento: Inoculantes à base de Azospirillum brasilense, bactéria promotora de crescimento de plantas (PGPR) que favorece o desenvolvimento radicular e aumenta a eficiência na absorção de nutrientes
- Bioestimulação: Extrato de algas utilizado para estimular a atividade microbiológica do solo e favorecer o estabelecimento inicial da cultura
- Controle de doenças: Formulações à base de Bacillus pumilus, que atuam por meio de mecanismos como antibiose e indução de resistência, contribuindo para a supressão de patógenos foliares
- Manejo de insetos-praga: Soluções à base dos fungos entomopatogênicos Isaria fumosorosea e Metarhizium anisopliae, que atuam por infecção e colonização dos insetos
- Agentes de controle biológico: Trichogramma galloi, que complementa o manejo por meio de ação entomopatogênica, ampliando a estratégia do controle integrado de pragas