Moagem quinzenal: Na segunda quinzena de julho, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram 50,22 milhões de toneladas de cana-de-açúcar ante a 51,59 milhões de toneladas da safra 2024/25, o que representa uma queda de 2,66%.

Usinas em operação: Operaram na segunda quinzena de julho 257 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 237 unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e dez usinas flex. No mesmo período, na safra 2024/25, operaram 261 unidades produtoras, sendo 241 unidades com processamento de cana, nove empresas que fabricam etanol a partir do milho e 11 usinas flex.
ATR quinzenal: Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na segunda quinzena de julho atingiu apenas 139,62 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 147,29 kg por tonelada na safra 2024/25, uma queda de 5,21%.
Produção quinzenal de açúcar: A fabricação de açúcar na segunda quinzena de julho totalizou 3,61 milhões de toneladas, registrando queda de 0,8% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2024/25 (3,64 milhões de toneladas).
Produção quinzenal de etanol: Na segunda metade de julho, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 2,28 bilhões de litros, sendo 1,4 bilhão de litros de etanol hidratado (-13,54%) e 880,4 milhões de litros de etanol anidro (-6,57%).
Etanol de milho na quinzena: Do total de etanol obtido na segunda quinzena de julho, 17,21% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 392,43 milhões de litros neste ano, contra 344,76 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/25, aumento de 13,83%.
Moagem acumulada: Na safra 2025/26 até 1º de agosto, a moagem atingiu 306,24 milhões de toneladas, ante 334,95 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior – retração de 8,57%.
Evolução do ATR: No acumulado da safra, o indicador da qualidade da cana marca 126,85 kg de ATR por tonelada, registrando retração de 4,77% na comparação com o valor observado na mesma posição no ciclo anterior.
Análise sobre o ATR: O diretor de inteligência setorial da Unica, Luciano Rodrigues, destaca que o nível de ATR da safra 2025/26 é o menor observado em dez anos. “Só no ciclo 2015/16 registramos um indicador qualidade inferior ao contabilizado até o momento no Centro-Sul”, afirma. O executivo esclarece que o setor vive uma situação atípica nesta safra, pois normalmente há uma relação inversa entre produtividade agrícola e qualidade da matéria-prima. “Neste ano, o regime de chuvas foi desfavorável em ambas as fases críticas do ciclo da cana-de-açúcar. No verão, a precipitação abaixo do ideal comprometeu o desenvolvimento das lavouras e reduziu a produtividade. Já durante a colheita, o clima mais úmido prejudicou a concentração de ATR na planta”, relata e completa: “Como consequência, a safra 2025/26 apresenta queda simultânea nos indicadores de qualidade (ATR) e de produtividade”.
Evolução da produtividade: Dados apurados pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) indicam que, no acumulado de abril a julho, a produtividade agrícola registrou queda de 10% na média do Centro-Sul na comparação com o valor observado em igual período do ciclo 2024/25, atingindo apenas 79,84 toneladas de cana por hectare neste ciclo.
Análise sobre a produtividade: “A queda de 10% na produtividade e a perda de 5% no ATR geraram uma redução próxima a 15% na quantidade de ATR por hectare colhido, prejudicando a quantidade de produtos extraída por unidade de área”, explica Rodrigues, que segue: “Com exceção do norte do Paraná e da região de Assis em São Paulo, a queda é generalizada em todo o Centro-Sul, chegando a atingir 18% em Goiás, 18,8% em São José do Rio Preto, 23,4% em Minas Gerais e 25,2% em Ribeirão Preto”.
Produção acumulada de açúcar: Desde o início da safra até 1ª de agosto, a fabricação do adoçante totalizou 19,27 milhões de toneladas, contra 20,89 milhões de toneladas do ciclo anterior – redução expressiva de 7,76%.
Produção acumulada de etanol: No atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 13,88 bilhões de litros (-11,96%), sendo 8,84 bilhões de etanol hidratado (-11,85%) e 5,05 bilhões de anidro (-12,15%).
Etanol de milho na safra: No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 2,95 bilhões de litros.
Vendas mensais de etanol: No mês de julho, as vendas de etanol totalizaram 2,93 bilhões de litros. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 1,09 bilhão de litros – avanço de 1,06% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 1,84 milhão de litros.
Vendas domésticas de etanol: No mercado doméstico, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 1,75 bilhão de litros em julho, o que representa uma retração de 5,58% em relação ao mesmo período da safra anterior. As vendas de etanol anidro, por sua vez, atingiram a marca de 1,07 bilhão de litros, registrando um avanço de 6,02%.
Vendas acumuladas de etanol: Desde o início da safra até primeiro de agosto, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 11,48 bilhões de litros (-2,73%). O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 7,32 bilhões de litros (-5,20%), enquanto o de anidro alcançou 4,16 bilhões de litros (+1,96%).
Mercado de CBios: Dados da B3 até o dia 13 de agosto indicam a emissão de 16,13 milhões de créditos em 2025 pelos produtores de biocombustíveis. A quantidade de CBios disponível para negociação em posse da parte obrigada, não obrigada e dos emissores totaliza 30,49 milhões de créditos de descarbonização.
Análise sobre o mercado de CBios: “Somando os CBios disponíveis para comercialização e os créditos já aposentados para cumprimento da meta de 2025, já temos cerca de 86,90% dos títulos necessários para o atendimento integral da quantidade exigida pelo programa para o final deste ano”, destaca o diretor da Unica.
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