Moagem quinzenal: Na primeira quinzena de janeiro, as unidades produtoras da região Centro-Sul processaram apenas 605,09 mil toneladas de cana-de-açúcar, alta de 101% na comparação com o mesmo período da temporada anterior.
Encerramento da safra: Na primeira metade de janeiro, 27 unidades produtoras operaram na região Centro-Sul, sendo nove unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricam etanol a partir do milho e oito usinas flex. No mesmo período da safra anterior, 24 unidades produtoras estavam em operação. Ao final da quinzena, cinco unidades encerraram a moagem.
Produção quinzenal de açúcar: A produção de açúcar nos primeiros quinze dias de janeiro totalizou apenas 7,32 mil toneladas, retração de 32,1% em relação a um ano antes.
Produção quinzenal de etanol: Na primeira metade de janeiro, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 427,42 milhões de litros, elevação de 16,1% no comparativo anual.
Etanol de milho na quinzena: Do total de etanol obtido na primeira quinzena de janeiro, 89,96% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 384,49 milhões de litros neste ano, contra 354,38 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/25 – aumento de 8,5%.
Análise sobre a participação do etanol de milho: “Estamos no período de entressafra da cana-de-açúcar no Centro-Sul e o restabelecimento da produção por algumas unidades só deve acontecer de maneira mais significativa a partir da segunda metade de março, seguindo padrão histórico observado no país”, explica o diretor da Unica, Luciano Rodrigues.
Moagem acumulada: Na safra 2025/26 até 16 de janeiro, a moagem de cana atingiu 601,04 milhões de toneladas, ante 614,69 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo anterior – queda de 2,22%.
Evolução do ATR: Em relação à qualidade da matéria-prima, o índice acumulado do nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) da safra marca 138,36 kg de ATR por tonelada, 2,19% inferior em relação ao último ciclo na mesma posição.
Produção acumulada de açúcar: Desde o início da safra até 16 de janeiro, a fabricação do adoçante alcançou 40,24 milhões de toneladas, contra 39,89 milhões de toneladas do ciclo anterior (+0,86%).
Produção acumulada de etanol: No atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 31,27 bilhões de litros (-4,82%), sendo 19,3 bilhões de etanol hidratado (-7,78%) e 11,97 bilhões de anidro (+0,39%).
Etanol de milho na safra: No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 7,25 bilhões de litros, avanço de 13,67% na comparação com igual período do ano passado.
Vendas quinzenais de etanol: Na primeira quinzena de janeiro, as unidades produtoras da região Centro-Sul totalizaram 1,33 bilhão de litros. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 567,37 milhões de litros – avanço de 1,86% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 759,18 milhões de litros – recuo de 9,76%.
Vendas domésticas de etanol: No mercado interno, o volume de etanol hidratado vendido pelas unidades do Centro-Sul totalizou 751,71 milhões de litros na quinzena, o que representa uma retração de 6,49% em relação ao mesmo período da safra anterior. A venda de etanol anidro, por sua vez, atingiu a marca de 567,25 milhões de litros, avanço de 3,31%.
Vendas acumuladas de etanol: Desde o início da safra até 16 de janeiro, a comercialização de etanol pelas unidades do Centro-Sul somou 27,62 bilhões de litros, registrando retração de 2,19%. O volume acumulado de etanol hidratado totalizou 17,11 bilhões de litros (-5,94%), enquanto o de anidro alcançou 10,51 bilhões de litros (+4,59%).
Mercado de CBios: Dados da B3 até o dia 4 de fevereiro indicam a emissão de 4,27 milhões de créditos pelos produtores de biocombustíveis. No momento, a quantidade de CBios disponível para negociação em posse da parte obrigada, não obrigada e dos emissores totaliza 21,71 milhões de créditos de descarbonização.
Análise sobre o mercado de CBios: O diretor de inteligência setorial da Unica, Luciano Rodrigues, destaca que “o reconhecimento da constitucionalidade do RenovaBio e as recentes medidas do poder judiciário reforçam a importância do programa e oferecem maior previsibilidade ao mercado. O cumprimento das regras é fundamental para o atendimento do compromisso com a descarbonização. A continuidade dos investimentos para ampliar a oferta e a eficiência na produção demandam confiança dos agentes e diretrizes sólidas acerca dos biocombustíveis na matriz energética”.
Metas do RenovaBio: Conforme dados publicados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), 99% da meta global de 2025 foi atingida e 88,2% das metas individuais foram cumpridas. Os dados mostram que cerca de 50% das 61 distribuidoras que apresentavam algum nível de inadimplência em 2024, regularizaram integralmente suas obrigações até o final de janeiro de 2026, resultado que reflete a consolidação do programa.
Análise sobre o cumprimento das metas: “Esse avanço é fundamental para promover isonomia concorrencial, fortalecimento da credibilidade regulatória e reforçar o papel do RenovaBio como política pública efetiva de descarbonização do setor de combustíveis”, complementa Rodrigues.