Cana: Safra / Moagem

Cana: Safra / Moagem

[Unica] Atualização da safra de cana-de-açúcar 2025/26 – 2ª quinzena de abril

Moagem no Centro-Sul totaliza 34,26 milhões de toneladas no mês de abril


Unica - Publicado: 13 Mai 2025 - 11:55 | Atualizado: 29 Mai 2025 - 10:37

  1. Moagem quinzenal: A segunda quinzena de abril foi marcada por um ritmo mais lento da moagem na safra 2025/26. Nesse período, foram processadas 17,73 milhões de toneladas frente a 35 milhões da safra 2024/25, o que representa uma retração de 49,35%.

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    quinzena 01 moagem 2025

  2. Andamento da safra: O diretor de inteligência setorial da Unica, Luciano Rodrigues, explica que “em razão das condições climáticas desfavoráveis à operacionalização da colheita, principalmente devido as chuvas no oeste de São Paulo e nos estados do Mato Grosso do Sul e Paraná, o ritmo da moagem na segunda metade de abril ficou aquém do processamento histórico de cana-de-açúcar para o período”.

  • Usinas em operação: Nos últimos 15 dias de abril, 44 unidades produtoras de cana-de-açúcar reiniciaram as atividades, totalizando 222 unidades produtoras operando na região Centro-Sul. Desse total, 205 unidades com processamento de cana, dez empresas que fabricando etanol a partir do milho e sete usinas flex. No mesmo período, na safra 2024/25, operaram 221 unidades produtoras, sendo 204 unidades com processamento de cana, nove empresas produzindo etanol a partir do milho e oito usinas flex.

  • ATR quinzenal: Em relação à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na segunda quinzena de abril atingiu 110,64 kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar, contra 115,22 kg por tonelada na safra 2024/25, variação negativa de 3,97%.

  • Produção quinzenal de açúcar: A fabricação de açúcar na segunda parte de abril totalizou 856,16 mil toneladas, registrando queda de 53,79% na comparação com a quantidade registrada em igual período na safra 2024/25 (1,85 milhão de toneladas).

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  • Mix de produção: Com efeito, na última quinzena, 45,82% da matéria-prima disponível foi direcionada para a produção de açúcar, ante 48,22% observados no mesmo período da safra 2024/25.

  • Produção quinzenal de etanol: Na segunda metade de abril, a fabricação de etanol pelas unidades do Centro-Sul atingiu 985,12 milhões de litros, sendo 699,14 milhões de litros de etanol hidratado (-36,82%) e 285,97 milhões de litros de etanol anidro (-31,53%).

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  • Etanol de milho na quinzena: Do total de etanol obtido na segunda quinzena de abril, 36,43% foram fabricados a partir do milho, registrando produção de 358,87 milhões de litros neste ano, contra 292,77 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2024/25, aumento de 22,58%.

  • Moagem acumulada: Desde o início da safra 2025/26 até o final de abril, a moagem atingiu 34,26 milhões de toneladas, ante 51,11 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo 2024/25, retração de 32,98%.

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  • Evolução do ATR: No acumulado da safra, o indicador da qualidade da matéria-prima marca 106,94 kg de ATR por tonelada, índice levemente inferior (4,95%) ao do último ciclo na mesma posição.

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  • Produção acumulada de açúcar: Desde o início da safra até 1º de maio, a fabricação do adoçante totalizou 1,58 milhão de toneladas, contra 2,57 milhões de toneladas do ciclo anterior (-38,62%).

  • Produção acumulada de etanol: No atual ciclo agrícola, a fabricação do biocombustível totalizou 1,9 bilhão de litros (-19,03%), sendo 1,44 bilhão de etanol hidratado (-19,58%) e 465,09 milhões de anidro (-17,29%).

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  • Etanol de milho na safra: No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 716,90 milhões de litros, avanço de 31,26% na comparação com igual período do ano passado.

  • Vendas mensais de etanol: Em abril, as vendas de etanol totalizaram 2,77 bilhões de litros, o que representa uma variação negativa de 3,46% em relação ao mesmo período da safra 2024/25. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 946,76 milhões de litros – aumento de 2,83% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 1,83 bilhão de litros – queda de 6,43%.

  • Vendas domésticas: No mercado nacional, as vendas de etanol hidratado em abril totalizaram 1,81 bilhão de litros, retração de 4,09% em relação ao ano passado. A comercialização de etanol anidro, por sua vez, foi de 904,91 milhões de litros, aumento de 1,04%. Com esse resultado, o volume comercializado no mercado interno totalizou 2,71 bilhões de litros, queda de 2,44% frente ao registrado no mesmo mês do ano anterior.

  • Análise sobre as vendas de etanol: “O patamar mais elevado de etanol hidratado vendido no mercado interno se manteve no mês de abril e reflete a elevada competitividade do biocombustível nas bombas. O diferencial relativo de preços do etanol hidratado e da gasolina nos postos revendedores está em 68,3% na média do país, oferecendo uma alternativa viável para o consumidor brasileiro economizar e descarbonizar”, conclui Rodrigues.

  • Competitividade do etanol: Na semana de 4 a 10 de maio, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) apurou preços de bomba de combustíveis em 372 municípios, registrando preço do etanol abaixo da paridade técnica com a gasolina em 184 dessas cidades. “Os dados da ANP indicam que todos os municípios amostrados nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná registraram preço do etanol economicamente vantajoso em relação a gasolina, reforçando a expectativa de manutenção do consumo do biocombustível”, acrescentou Rodrigues.

  • Exportação de etanol: Em relação ao volume de etanol exportado pelas unidades da região Centro-Sul, o mês de abril registrou 59,05 milhões de litros, uma queda de 34,83% em relação ao mesmo período do ciclo anterior, sendo 17,19 milhões de litros (-73,75%) de etanol hidratado e 41,86 milhões de etanol anidro (+66,7%).

  • Mercado de CBios: Dados da B3 até o dia 12 de maio indicam a emissão de 15,55 milhões de créditos em 2025 pelos produtores de biocombustíveis. A quantidade de CBios disponível para negociação em posse da parte obrigada, não obrigada e dos emissores totaliza 25,82 milhões de créditos de descarbonização.

  • Análise sobre o mercado de CBios: “Somando os CBios disponíveis para comercialização e os créditos já aposentados para cumprimento da meta de 2025, já temos quase 65% dos títulos necessários para o atendimento integral da quantidade exigida pelo programa para o final deste ano”, destacou o diretor da Unica.

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