Cana: Safra / Moagem

Cana: Safra / Moagem

[Unica] Atualização da safra de cana-de-açúcar 2023/24 – 1ª quinzena de agosto

Mercado de etanol hidratado reacende e vendas atingem 833 milhões de litros na quinzena


Unica - Publicado: 24 Ago 2023 - 11:24

  1. Moagem quinzenal: A moagem de cana-de-açúcar na primeira quinzena de agosto registrou crescimento de 23,38%, na comparação com o mesmo período do ciclo passado. Foram processadas 47,87 milhões de toneladas contra 38,8 milhões.

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  2. Andamento da safra: Embora os dados sejam positivos, a Unica ressalta que chuvas pontuais prejudicaram a operacionalização da colheita em algumas regiões do Centro-Sul, drenando marginalmente o aproveitamento de tempo. Tal fato serve de alerta para não se esquecer do risco proveniente do El Niño, cuja incerteza ainda paira sobre a moagem potencial da safra 2023/24. Lembra-se ainda que, em relação ao ciclo 2020/21 o último cuja moagem ultrapassou a marca de 600 milhões, o processamento deste ano safra se encontra defasado em mais 14 milhões de toneladas.

  • Usinas em operação: Na primeira quinzena de agosto permanecem em operação 261 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo 244 unidades com processamento de cana, sete empresas que fabricam etanol a partir do milho e nove usinas flex. No mesmo período, na safra 2022/23, havia 259 unidades produtoras em atividade.

  • ATR quinzenal: No que condiz à qualidade da matéria-prima, o nível de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) registrado na primeira quinzena de agosto foi de 149,23 kg por tonelada de cana-de-açúcar, contra 152,57 kg por tonelada na safra 2022/23 – variação negativa de 2,19%.

  • Produção quinzenal de açúcar: A produção de açúcar na primeira quinzena de agosto totalizou 3,46 milhões de toneladas. Essa quantidade, quando comparada àquela registrada na safra 2022/23 (2,63 milhões de toneladas) representa aumento de 31,22%.

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  • Produção quinzenal de etanol: Na primeira metade de agosto, 2,35 bilhões de litros (+16,43%) de etanol foram fabricados pelas unidades do Centro-Sul. Do volume total produzido, o etanol hidratado alcançou 1,42 bilhão de litros (+22,46%), enquanto a produção de etanol anidro totalizou 921,63 milhões de litros (+8,19%).

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  • Etanol de milho na quinzena: Da produção total de etanol registrada na primeira quinzena de agosto, 12% foram provenientes do milho, cuja produção foi de 282,02 milhões de litros neste ano, contra 165,68 milhões de litros no mesmo período do ciclo 2022/23, aumento de 70,22%.

  • Moagem acumulada: No acumulado da safra 2023/24, a moagem atingiu 360,05 milhões, ante 322,48 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo 2022/23 – avanço de 11,65%.

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  • Produtividade dos canaviais: Em julho, dados do benchmarking agronômico do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) apontam que o rendimento agrícola registra crescimento de 24,1% ante o mesmo mês do ano anterior, com 98 t/ha versus 78,9 t/ha. Com o resultado bastante robusto, a produtividade da lavoura acumula alta de 22,4% no ano safra, atingindo a marca de 93,6 toneladas de cana colhidas por hectare.

  • Evolução do ATR: No acumulado da safra, o indicador da qualidade da cana marca o valor de 135,09 kg de ATR por tonelada (-0,53%).

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  • Produção acumulada de açúcar: Desde 1º de abril, a fabricação do adoçante totaliza 22,68 milhões de toneladas, contra 18,63 milhões de toneladas do ciclo anterior (+21,69%). O mix de produção segue favorecendo o adoçante que, no acumulado da safra, utilizou 48,93% do ATR estimado.

  • Produção acumulada de etanol: Desde o início do atual ciclo agrícola até 16 de agosto, a fabricação do biocombustível totaliza 16,79 bilhões de litros (+6,84%), sendo 9,76 bilhões de etanol hidratado (+0,73%) e 7,03 bilhões de anidro (+16,66%).

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  • Etanol de milho na safra: No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 2,23 bilhões de litros, avanço de 49,74% na comparação com igual período do ano passado.

  • Análise sobre a oferta de etanol: Segundo a Unica, a conjunção da alta produtividade agrícola observada nos canaviais e o crescimento robusto da produção de etanol de milho serão compensações, mais que suficientes, para quaisquer quedas na qualidade da cana-de-açúcar e maior destinação relativa do ATR para produção do açúcar. A oferta de etanol não irá retrair apesar dessas condições e, por consequência, há garantia de que os produtores irão atender aos volumes necessários para a mistura de etanol anidro, a demanda por etanol hidratado e o cumprimento das metas de descarbonização deste e do próximo ano, por meio da emissão de CBios.

  • Vendas quinzenais de etanol: Na primeira quinzena de agosto, as vendas de etanol totalizaram 1,32 bilhão de litros, o que representa uma variação positiva de 8,74% em relação ao mesmo período da safra 2022/23. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 486,02 milhões de litros – uma queda de 11,40% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 833,25 milhões de litros – avanço de 25,36%.

  • Vendas domésticas de etanol: No mercado doméstico houve a inversão do cenário que vinha sendo recorrente desde o início do atual ciclo agrícola. Na primeira metade de agosto, as vendas de etanol hidratado avançaram 15% em relação ao mesmo período de 2022, totalizando 752,38 milhões de litros. No caso do etanol anidro, a variação foi negativa em 3,86%, resultando em um volume de 477,41 milhões de litros. Segundo a Unica, ao que tudo indica, competitividade conquistada pelo biocombustível nos postos, frente ao concorrente fóssil, está surtindo efeito na decisão de abastecimento dos consumidores.

  • Vendas acumuladas de etanol: No acumulado da safra 2023/24, a comercialização de etanol soma 10,94 bilhões de litros, o que representa um aumento de 1,76%. O hidratado compreende uma venda no volume de 6,12 bilhões de litros (-4,83%), enquanto o anidro chega a 4,82 bilhões (+11,58%).

  • Mercado de CBios: Dados da B3 registrados até o dia 22 de agosto indicam a emissão de 20,59 milhões de CBios em 2023. Até esta data, a parte obrigada do programa RenovaBio havia adquirido cerca de 54,17 milhões de créditos de descarbonização. Esse valor considera o estoque de passagem da parte obrigada em 2021 somada com os créditos adquiridos em 2022 e 2023, até o momento, estejam eles ativos ou aposentados. O horizonte temporal selecionado cobre as aquisições que compreenderão os créditos utilizados para atendimento das metas de 2022, cujo prazo havia sido postergado, e 2023.

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