O Departamento de Economia Rural (Deral), órgão da secretaria de agricultura do governo do Paraná, manteve a previsão de produção de milho de primeira safra no estado em 3,69 milhões de toneladas, com um alta anual de 24%.
Além disso, o Deral estimou o potencial do cereal da segunda safra em 15,38 milhões de toneladas, praticamente estável ante a previsão anterior e com projeção de aumento de 16% versus 2021/22.
A colheita de milho verão atingiu 26% da área no início da semana, enquanto 62% dos campos estavam em estágio de maturação.
Para a segunda safra de milho, o plantio atingiu 26%, com um atraso que pode levar muitos produtores a trocarem o cereal pelo trigo, segundo o especialista em grãos Edmar Gervásio, do departamento do governo.
Gervásio disse que normalmente o Paraná encerra fevereiro com cerca de 40% da área total semeada.
“Considerando que o período ideal para o plantio do milho nessas regiões (oeste e centro-oeste) termina em fevereiro, é possível inferir, com base no cenário atual de plantio, que entre 400 mil e 600 mil hectares poderão ser plantados fora do período ideal ou até mesmo substituídos por outra cultura, como o trigo, por exemplo”, disse.
Ele pontuou que o plantio fora do zoneamento agrícola aumenta o risco de perdas na produção, bem como impõe restrições ao uso de recursos públicos para a cultura.
Analistas têm chamado a atenção para uma boa parte da segunda safra de milho do Paraná ser semeada fora do período ideal, após um alongamento de ciclo e problemas climáticos na soja na primeira safra.
Plantar milho fora do calendário ideal, principalmente no Paraná, deixa a safra mais sujeita a riscos de geadas mais para frente.
Roberto Samora