Para Fernando Sesso, companhias podem fazer escolhas de colheita e manejo que beneficiem um melhor desempenho nos primeiros meses da temporada
O período inicial da safra de cana-de-açúcar é caracterizado por uma menor concentração de açúcar total recuperável (ATR) devido ao estágio de maturação das plantas. Entretanto, um planejamento de colheita atento a condições de solo, variedades, recomendações de manejo e tempo de plantio, entre outros aspectos, pode minimizar esse impacto.
“O ATR no início de safra não pode ser exclusivamente uma variável de sorte climática. Devemos tratá-lo como resultado de escolhas precisas e de técnicas de manejo”, defende o engenheiro agrônomo Fernando Sesso, que atua com desenvolvimento técnico de mercado no Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).
De acordo com ele, o maior desafio das sucroenergéticas do Centro-Sul no período de abril a junho não está na indústria, mas no campo. Ele explica que, nesses meses, a cana-de-açúcar está com sua rota metabólica direcionada para a produção de biomassa, contrariando a vontade das companhias, que gostariam que ela estivesse produzindo mais sacarose.
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