A assembleia de credores da Renuka do Brasil para deliberar a venda da Usina Madhu, em Promissão (SP), foi suspensa nesta terça-feira, 26, e será retomada na próxima sexta, 29. "Não chegamos a um consenso com os bancos, mas estamos perto de uma conclusão", disse ao Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, o diretor jurídico da companhia, Tony Rivera. A proposta de venda da indústria foi levantada no último dia 14 pela própria companhia, que visa quitar a dívida de R$ 2,3 bilhões.
A Usina Madhu tem capacidade instalada para processar 6,5 milhões de toneladas por safra e, caso a proposta da Renuka do Brasil seja aceita pelos credores, será colocada à venda como uma Unidade Produtiva Isolada (UPI), sem que o comprador assuma qualquer contingência.
Inicialmente, a empresa chegou a apresentar um plano de recuperação judicial que previa, dentre outros itens, carência de 24 meses para pagamento a credores da Classe 2, aquela que possui créditos assegurados por direitos (garantia real). A carência valeria a partir da homologação do plano pela Justiça e envolveria tanto a amortização do montante principal (em 84 meses) quanto dos juros. O documento não se mostrou "factível", segundo Rivera, e por isso a venda de uma das usinas da Renuka do Brasil passou a ser considerada.
Além da Usina Madhu, a Renuka do Brasil, pertencente à indiana Shree Renuka Sugars, também administra a Revati, em Brejo Alegre, no interior paulista. Juntas, as unidades têm capacidade instalada para processar mais de 10,5 milhões de toneladas por safra. A Renuka do Brasil entrou com pedido de recuperação judicial em outubro do ano passado.
José Roberto Gomes