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As 89 maiores sucroenergéticas: vendas e lucros crescem, mas endividamento segue alto

usina cana novaResultado com vendas em 2016 supera o do ano anterior e traz otimismo para o setor

NovaCana 7 min de leitura

Para quem está procurando esperança, o rendimento das maiores companhias do setor sucroenergético em 2016 pode trazer animação. Mesmo os ânimos mais cautelosos podem se acender com os resultados, que sentiram os efeitos dos bons preços do açúcar no período.

O ranking das mil maiores empresas do país por faturamento traz informações das 89 principais companhias do país e mostra que, para os maiores nomes do setor sucroenergético, 2016 foi um ano mais favorável, com uma visível recuperação.

Juntas, essas companhias que representam o segmento faturaram US$ 27,2 bilhões – valor 40,2% superior aos US$ 19,4 bilhões do ano anterior. Além desse crescimento no valor total das vendas líquidas, o setor também viu uma leve melhora no número de empresas que aparecem no ranking: 89 em 2016 contra 88 em 2015.

Leia mais:

- Ranking das companhias com as maiores vendas líquidas de 2016
- Análise da evolução de indicadores financeiros do setor de 2009 até 2016
- Evolução das principais empresas sucroenergéticas, considerando vendas, resultados financeiros e endividamento

Para quem está procurando esperança, o rendimento das maiores companhias do setor sucroenergético em 2016 pode trazer animação. Mesmo os ânimos mais cautelosos podem se acender com os resultados, que sentiram os efeitos dos bons preços do açúcar no período.

O ranking das mil maiores empresas do país por faturamento – publicado pela Revista Exame e feito em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi) – traz informações das principais companhias do país e mostra que, para os maiores nomes do setor sucroenergético, 2016 foi um ano mais favorável, com uma visível recuperação.

O segmento está representado por 89 companhias que, juntas, faturaram US$ 27,2 bilhões – valor 40,2% superior aos US$ 19,4 bilhões do ano anterior. Além desse crescimento no valor total das vendas líquidas, o setor também viu uma leve melhora no número de empresas que aparecem no ranking: 89 em 2016 contra 88 em 2015.

Dentre as empresas de destaque, a que mais faturou em 2016 foi a mesma do ano anterior: a Copersucar Cooperativa. Com US$ 3,7 bilhões, a empresa teve um aumento de 27,5% em relação a 2015 (US$ 2,9 bilhões).

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O otimismo entre as 89 melhores empresas do ano é grande, afinal, o resultado demonstra que, em 2016, 74 delas tiveram um crescimento nas vendas, 13 não estavam listadas no ano anterior para haver a comparação e somente duas tiveram quedas. Em 2015, apenas 26 registraram aumento nas vendas, enquanto 45 apresentaram queda.

Em 2016, as unidades que tiveram queda foram: a Usaçúcar (US$ 463,9 milhões), cujas vendas líquidas estão em declínio constante desde um recorde em 2011, quando a companhia faturou US$ 759,7 milhões; e a Usina São Francisco, que teve um pico de vendas em 2015, com US$ 329,8 milhões, já incentivados pela melhora nos valores do açúcar, mas voltou ao seu faturamento médio em 2016, com US$ 102,2 milhões, o que equivale a uma diminuição de 69,01% em relação ao ano anterior.

Já no lado mais positivo, a Usina Jacarezinho, a Usina Bela Vista e a Brenco (agora Atvos, ex-Odebrecht Agro) ampliaram suas vendas líquidas em 89,76%, 88,21% e 85,15% respectivamente, terminando 2016 com um lucro líquido ajustado favorável.

Top 50: Vendas, lucro líquido e endividamento positivos

Analisando a média das 50 maiores empresas do setor de acordo com o ranking da Exame – e comparando seus resultados com os vistos nos últimos anos –, 2016 terminou com um saldo positivo, especialmente para as companhias que estão no topo.

Um dos indicadores que demonstra isso é o de vendas líquidas, pois a média de 2016 foi de US$ 469,4 milhões, 39,81% maior do que a de 2015 (US$ 335,74 milhões) e a mais alta já registrada nos oito anos do ranking. Entre 2010 e 2015, havia certa estabilidade neste critério, com pouca flutuação, mas isso mudou: em 2016, o valor de vendas líquidas ficou 40,36% acima da média dos últimos seis anos, um resultado do bom cenário de preços de açúcar e etanol na safra 2016/17.

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A média do lucro líquido também é um indicativo de que 2016 foi favorável para as maiores empresas do setor. Aliás, essa é a primeira vez desde 2012 em que a média não é negativa.

Dentre as 50 empresas de maior faturamento, o lucro líquido médio foi de US$ 965 mil, o maior já registrado pelo setor desde que o ranking começou a ser realizado, em 2009. Esse resultado mostra que a diferença entre o resultado das vendas e os custos de produção está cada vez maior, propiciando um resultado positivo para algumas companhias.

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Já a taxa média de endividamento das 50 maiores empresas em 2016 manteve-se alta, em 77,24%. Ela é calculada pela soma das dívidas e obrigações de curto prazo e de longo prazo em relação ao ativo total ajustado, representando a participação equivalente de recursos financiados por terceiros na operação da empresa.

Por mais que a média de 2016 seja mais baixa do que a do ano anterior (82,57%, valor recorde desde 2009), ela ainda representa um resultado negativo e é a segunda maior já registrada pela Exame. Isso demonstra que mesmo as companhias que estão melhor posicionadas no ranking têm dívidas expressivas, de modo que grande parte dos lucros são utilizados para quitá-las ou, pelo menos, pagar os juros, impedindo investimentos na melhoria da produção. É dessa forma que a média do lucro líquido em 2016 continua baixa, mesmo tendo sido um ano positivo em vendas.

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Indicadores dos principais players do setor

Para uma visão mais ampla das diferenças do cenário em 2016, confira a evolução das dez maiores empresas do setor no resultado das suas vendas líquidas, resultados financeiros líquidos e taxa de endividamento.

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Metodologia aplicada

A lista de Maiores e Melhores da Exame 2016 é o resultado da avaliação dos dados de mais de três mil empresas com a coordenação da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (Fipecafi). O resultado são as mil maiores companhias do ano, utilizando as vendas líquidas como critério de classificação, de acordo com os resultados financeiros publicados no Diário Oficial dos estados até o dia 15 de maio de 2017.

Todos os dados publicados são ajustados, ou seja, a inflação é levada em consideração. Além disso, os valores são divulgados em dólares, de acordo com a flutuação e o câmbio do último dia do ano analisado. Dessa forma, nenhuma empresa é prejudicada ou beneficiada pelo dia do fechamento de cada balanço, o que também deixa a comparação com o ano anterior o mais precisa possível.

Para o setor sucroenergético, a metodologia escolhida é problemática, pois considera o ano civil de 2016 e não o ano fiscal das empresas, que envolve a safra inteira – deixando de fora, assim, o último trimestre da safra, já que seus resultados começam a ser divulgados em junho do ano seguinte. Dessa forma, os números informados no ranking não necessariamente correspondem à situação da companhia em uma safra completa.

Além disso, o ranking não agrupa o balanço dos grupos, permitindo uma repetição de empresas de grande porte, como a Copersucar e a Biosev, por exemplo. Isso acontece pela existência de CNPJs diferentes.

Adicionalmente, as empresas de porte significativo que são bem conhecidas no mercado, mas não divulgam seus números aparecem na lista graças às estimativas de faturamento feita pelos analistas da revista.

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Rafaella Coury – NovaCana

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