Milho

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Argentina reduz previsão de produção de milho em meio à seca; chuvas estão a caminho


Reuters - Publicado: 17 Mar 2023 - 07:44 | Atualizado: 17 Mar 2023 - 14:42

A produção de milho da Argentina para a safra 2022/23 está agora estimada em 36 milhões de toneladas, informou a bolsa de grãos de Buenos Aires nesta quinta-feira, 17, ante 37,5 milhões de toneladas estimadas anteriormente.

Caso a projeção seja confirmada, a Argentina terá a pior safra do grão em sete anos.

Ainda assim, há a perspectiva de que as lavouras da Argentina recebam as chuvas necessárias na próxima semana, marcando o início de uma lenta normalização do padrão de chuvas e temperaturas, disse um relatório publicado nesta quinta-feira.

As chuvas oscilariam entre 10 e 75 milímetros, com picos de até 100 milímetros, segundo documento da própria bolsa de Buenos Aires. Elas ocorreriam entre segunda e terça-feira, conforme o meteorologista da Consultora de Climatologia Aplicada (CAC), Germán Heinzenknecht.

A notícia é considerada boa para os produtores agrícolas da Argentina. No entanto, Heinzenknecht explica que a normalização do clima no país sul-americano será lenta; devido ao fenômeno climático La Niña, a seca em algumas zonas remonta a maio de 2022.

“Com a transição sazonal, entramos na última semana de março. Depois, vem todo o mês de abril com um período de chuvas mais frequentes e com uma tendência um pouco mais favorável para voltar a um nível normal de chuvas”, disse.

Segundo o especialista, para o outono austral, que começa em 21 de março, espera-se que prevaleça uma condição “neutra” nas águas do Pacífico Equatorial, após a presença de um La Niña que nas principais regiões agrícolas da Argentina provoca chuvas abaixo do normal.

“Quais serão as condições para o início (da semeadura de trigo e cevada 2023/24), no final de maio? Certamente muito melhores, mas não ideais”, acrescentou Heinzenknecht.

A bolsa de Buenos Aires também indicou que o fenômeno La Niña recuou. Seu relatório de quinta-feira colocou que, na próxima semana, “entrarão ventos polares frios e secos”, depois que temperaturas máximas recordes foram registradas em muitos locais na primeira quinzena do mês.

Maximilian Heath
Com edição NovaCana