Mesmo com o já aguardado recorde de exportações no acumulado, o volume de açúcar brasileiro que deixou os portos em novembro registrou quedas. No mês, foram despachadas 3,39 milhões de toneladas do adoçante, baixa de 9,1% em relação a outubro. Na comparação anual, a retração foi de 7%.
O preço médio, por sua vez, também teve uma baixa anual, de 9,6%, para US$ 481,47 por tonelada. A arrecadação mensal somou, por sua vez, US$ 1,63 bilhão, retração de 15,9% ante novembro do ano passado. Em relação ao mês anterior, o preço teve alta de 1,6%, enquanto a receita caiu 7,7%.
Os dados detalhados de exportações foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) na última semana.
No acumulado do ano, 35,4 milhões de toneladas do adoçante foram despachadas, uma elevação anual de 28,8%. O volume também é 13,2% superior ao acumulado de todo o ano de 2023, que registrou 31,28 milhões de toneladas, reforçando o recorde de exportações de açúcar, antes mesmo do final do período.
O montante de novembro, por sua vez, foi negociado a um preço médio de US$ 481,47/t, baixa anual de %. Entre janeiro e novembro, a receita com as vendas internacionais de açúcar alcançou US$ 17,26 bilhões, alta anual de 25,8%.
Em novembro, os principais destinos do açúcar brasileiro foram: Indonésia (327,5 mil t); Iraque (283,16 mil t); Índia (269,78 mil t); Nigéria (236,53 mil t); e Canadá (225,08 mil t).
A expectativa é de que as exportações de açúcar no Brasil continuem a crescer, com o novo acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Conforme divulgado, o adoçante terá tarifas gradualmente zeradas, com cotas iniciais.
Considerando o tipo do produto, o Brasil exportou 3,05 milhões de toneladas de açúcar bruto em novembro, queda de 2,5% ante as 3,13 milhões de toneladas despachadas no mesmo mês de 2023. Já em comparação com outubro, a retração foi de 9,6%.
O preço médio foi de US$ 476,1/t, uma baixa de 8,9% na comparação anual, mas aumento de 1,7% em relação ao mês anterior. Assim, a arrecadação com açúcar bruto chegou a US$ 1,45 bilhão em novembro, baixa de 11,1% em relação aos US$ 1,64 bilhão vistos no mesmo período do ano passado.
As 334 mil toneladas restantes foram de açúcar refinado, retração de 34,8% no ano e de 4,4% no mês. Negociado a uma média de US$ 530,62/t – valor com queda anual de 10,6% –
o produto somou uma receita de US$ 177,04 milhões (-41,7%).


Giully Regina – NovaCana
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