Em meio a uma quebra na safra de cana-de-açúcar, a cogeração de eletricidade pelas usinas sucroenergéticas apresentou queda de 10,6% em 2021. Entre os dois últimos anos, foram poucas as unidades que conseguiram aumentar sua produção.
Ainda assim, o cenário para a cogeração de energia a partir do bagaço de cana é otimista – ao menos de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME). Para ela, iniciativas para renovação e modernização das instalações já permitiram um aumento de eficiência na conversão da energia de biomassa.
“Ao longo dos anos, a comercialização da bioeletricidade no ambiente regulamentado (ACR) tem diminuído, sem obstante reduzir a participação [da biomassa de cana] na matriz elétrica nacional”, afirma a EPE.
A declaração consta no Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) referente ao período de 2022 a 2031. O documento, que traz projeções para diferentes áreas do setor energético nacional, abordou o futuro do setor sucroenergético como um todo, com suas possíveis expansões e investimentos.
Em relação a energia gerada pelas usinas do Brasil, a EPE cita dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que registrou uma capacidade de 12,1 gigawatts (GW) em agosto de 2021, o que representaria, segundo as instituições, um aumento de 30% ante 2016.
Além disso, a entidade também estima que, até o fim da próxima década, os principais estados produtores de etanol a partir da cana-de-açúcar terão colheita totalmente mecanizada, o que irá resultar em uma grande quantidade de palhas e pontas a serem recolhidas da plantação e que podem ser utilizadas para gerar energia.
Confira no texto completo, exclusivo para assinantes, mais detalhes sobre o potencial energético da cana-de-açúcar e as perspectivas da EPE para os leilões de energia que devem acontecer até 2025.
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