Enquanto a colheita de milho da segunda safra segue adiantada em relação à temporada anterior, a comercialização do cereal no mercado à vista está lenta, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq-USP.
Segundo pesquisadores do Cepea, de modo geral, os consumidores priorizam o recebimento de milho negociado antecipadamente e/ou adquirem apenas lotes pontuais para o curto prazo. Com isso, as compras estão reduzidas desde o início de julho.
A colheita em Mato Grosso e no Paraná, dois principais estados produtores de segunda safra, já ultrapassa a metade das respectivas áreas.
Pesquisadores do Cepea ressaltam que, com a produção elevada, o baixo ritmo de negócios e, também, a demanda internacional enfraquecida, além do déficit nacional de armazenagem, produtores vêm demonstrando maior necessidade de venda, reforçada conforme a colheita avança. Nesse cenário, os preços seguem em queda, ainda segundo levantamento do Cepea.
Contudo, em 19 de julho, o Indicador Esalq/BM&FBovespa fechou a R$ 57,48 por saca de 60 quilos, alta de 1,4% ante o encerramento da semana anterior (R$ 56,70 por saca).