Esta ampliação vem na sequência de outros investimentos industriais feito pelo grupo e de um prejuízo superior a R$ 100 milhões verificado na safra 2014/15
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) deu seu aval para mais uma usina elevar a produção de etanol. Com esta ampliação, a unidade terá na safra 2016/17 uma capacidade 73% superior à safra anterior.
Esta ampliação vem na sequência de outros investimentos industriais feito pelo grupo e de um prejuízo superior a R$ 100 milhões verificado na safra 2014/15.
Veja a seguir os detalhes da ampliação e dos investimentos do grupo.
Com uma estratégia financeira adequada, há quem consiga passar por um resultado negativo e ainda realizar investimentos estruturais. Apesar dos prejuízos registrados ao longo da safra 2014/15 pelo Grupo Alto Alegre – controlado pelo Grupo Lincoln Junqueira –, o mais recente período deve terminar com a conclusão da ampliação de uma das unidades.
Segundo o Valor Econômico, a companhia se destaca por estar entre as poucas sucroenergéticas com a capacidade de manter elevados montantes em caixa para atravessar turbulências. Assim, o grupo pôde investir na ampliação da capacidade de produção de etanol da Unidade Junqueira, localizada em Colorado (PR).
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou nos últimos dias a autorização para o funcionamento desta nova capacidade. Agora, a usina poderá produzir diariamente até 700 mil litros de etanol hidratado e 600 mil litros de etanol anidro. Isso representa um aumento de 73% na capacidade total, que foi de 750 mil litros – 250 mil litros de anidro e 500 mil litros de hidratado – para 1,3 milhão de litros.
Na safra 2013/14, R$ 659 milhões foram investidos pela Lincoln Junqueira na parte industrial e agrícola das duas companhias controladas pelo grupo – Alto Alegre e Alta Mogiana. Nesta temporada, o capex estimado é de R$ 500 milhões.
Maior capacidade de cogeração
Embora a cogeração seja uma das áreas que mais atraiu a atenção da companhia ao longo dos últimos anos, a Lincoln Junqueira informou, em agosto do ano passado, que faria uma pausa nos investimentos durante a safra 2015/16. A estratégia do grupo, segundo informações divulgadas pelo Valor Econômico, é ampliar a eficiência das caldeiras de suas cinco usinas já no ciclo 2016/17.
A princípio, a expectativa para a safra atual é de uma receita de R$ 190 milhões apenas com a cogeração. Ainda conforme o Valor, a produtividade média esperada nas cinco térmicas de biomassa é de 39 quilowatts por tonelada (kW/ton) de cana processada, crescimento de 22% em relação aos 32 kW/ton registrados no ciclo 2013/14.
Renata Bossle – NovaCana