A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou ontem (20) uma audiência pública sobre a minuta de resolução que dispõe sobre a transparência na formação de preços relativos à comercialização de derivados de petróleo e biocombustíveis por produtores, importadores e distribuidores.
Na abertura do evento, o diretor José Cesário Cecchi reforçou que transparência não pode ser confundida com controle. “Hoje, estamos fazendo a continuidade do debate sobre esse tema. O objetivo é garantir a transparência, esse é o princípio da agência reguladora. Passa longe da intenção da ANP exercer qualquer tipo de controle sobre os preços”, disse.
Cecchi afirmou que os princípios norteadores da minuta são: liberdade de negociação entre as partes; manutenção da liberdade de preços no mercado de combustíveis; ausência de vinculação a qualquer parâmetro pré-definido pela ANP; e cláusula de preços acrescida aos contratos.
Com a proposta, os objetivos da ANP são aumentar a transparência e reduzir a assimetria de informação no processo de formação dos preços de derivados de petróleo e biocombustíveis, considerando os fundamentos legais e regulatórios, os benefícios e riscos potenciais, e as características estruturais e de comportamento de cada segmento.
Entre os pontos principais da minuta, estão:
A proposta resulta do desmembramento de uma minuta de resolução anterior, que dispunha sobre a transparência na formação de preços de derivados de petróleo, gás natural e biocombustíveis em todos os elos da cadeia.
Após análise das 39 contribuições recebidas na consulta pública, a minuta original foi dividia em três: uma para os segmentos de produção, importação e distribuição de derivados de petróleo e biocombustíveis, objeto da audiência de hoje; uma específica para o gás natural; e outra direcionada à revenda de combustíveis líquidos automotivos e de GLP. As duas últimas estão em discussão na ANP e passarão posteriormente por consultas e audiências públicas.
A decisão da ANP de realizar novo processo público visou dar aos agentes de mercado e à sociedade em geral a oportunidade de se manifestarem mais uma vez, tendo em vista as alterações promovidas em relação à proposta original.
Segundo a agência, as novas resoluções são resultado dos estudos iniciados no segundo semestre de 2018 sobre opções regulatórias para ampliar a transparência na formação de preços de derivados de petróleo, gás natural e biocombustíveis.