O biodiesel já não é mais a única alternativa renovável ao diesel de petróleo no Brasil. Na tarde dessa quinta-feira, 13, a diretoria colegiada da ANP aprovou a resolução que irá definir a especificação técnica e as regras de controle da qualidade do diesel verde no mercado nacional. O texto foi aprovado por unanimidade pelos diretores da agência regulatória.
Os debates em torno da introdução do diesel verde no mercado brasileiro começaram há mais de um ano. A consulta pública havia sido aberta pela ANP em meados de março de 2020, mas o processo acabou atropelado pela chegada da covid-19 ao Brasil. Em função da pandemia, a agência precisou paralisar as consultas em aberto. Com isso, a audiência só pôde ser realizada em setembro passado.
Segundo a especialista em regulação da ANP que faz a explicação técnica para a diretoria, Lorena Mendes de Souza, embora o diesel verde ainda não tenha produção nacional, a tecnologia já é uma realidade consolidada em outras partes do globo com plantas espalhadas pela Europa e Estados Unidos.
De acordo com ela, trata-se de um produto que pode ser fabricado a partir de diferentes matérias-primas e rotas produtivas, todas elas, contudo, geram hidrocarbonetos parafínicos quimicamente indistinguíveis do diesel fóssil. “Nas moléculas do biodiesel temos a presença de oxigênio que explicam suas características peculiares. Os dois biocombustíveis são estruturalmente distintos, não tem como colocar o diesel verde como um tipo de biodiesel”, explicou.
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