A Anfavea divulgou nota com uma declaração do seu presidente, Luiz Moan Yabiku Junior, com a recomendação aos proprietários de veículos movidos a gasolina para que não escolham a gasolina comum, que passará a ter 27% de etanol. O conselho da entidade é que nestes veículos seja utilizada apenas a gasolina premium, que permanecerá com 25% de álcool em sua composição.
“A decisão de manter a gasolina premium inalterada se deve a não conclusão dos testes de durabilidade e, portanto, a Anfavea recomenda que os veículos com motor movidos a gasolina utilizem a premium”, ressaltou Moan.
A gasolina premium possui elevada octanagem e chega a ser vendida por mais de R$ 4 por litro nos postos brasileiros.
A posição da Anfavea foi dada após reunião com o governo e setor sucroenergético, em que ficou acertado que a mistura de etanol — mesmo sem o término dos testes que asseguram a viabilidade técnica — aumentaria para 27%.
A recomendação da Anfavea afetará cerca de 33% da frota de veículos (ciclo Otto), total estimado de veículos movidos exclusivamente à gasolina no Brasil. Os veículos flex não terão problema com o novo percentual.
No ano passado, durante a Conferência Datagro, o técnico do Inmetro, Fábio Real, deixou escapar que a decisão sobre o aumento da mistura seria “mais política do que técnica”. A presidente da Unica, Elizabeth Farina, presente no evento, se manifestou contra a declaração, afirmando que os resultados oficiais deveriam ser aguardados antes que se fizesse qualquer “suposição” acerca do tema.
Exatamente estes resultados oficiais que não foram concluídos em sua totalidade.
Quando a proposta de elevação da mistura foi apresentada, ficou acertado que seriam realizados dois tipos de testes, de desempenho e de durabilidade. O primeiro foi concluído e não encontrou problema, já o segundo só será concluído em março e uma nova reunião sobre o assunto está marcada para abril.
Ao Globo Rural, a presidente da Unica avaliou que a mistura não podia ser adiada. "Mais uma prorrogação do aumento da mistura seria indesejada pelo compromisso do próprio governo e por toda a preparação do setor para o aumento da mistura", afirmou.
A presidente Dilma Rousseff ainda não determinou o aumento da mistura, no entanto, os principais grupos econômicos envolvidos, representados pela Anfavea, Unica e Sindicom, já concordaram com o novo percentual em negociação com o governo.
Posição do governo
Ao jornal O Estado de Minas, a Casa Civil informou que o governo só indicará o tipo de combustível que os motores poderão utilizar após a assinatura da presidente.
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