Etanol: Mercado: Gasolina

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Reunião é adiada e Anfavea discutirá aumento do etanol na gasolina no dia 22

Governo está com o resultado dos testes de durabilidade em mãos e o resultado está sendo analisado. Anfavea continua defendendo mistura de 25% na gasolina premium


Agência Estado - Publicado: 08 Abr 2015 - 14:02 | Atualizado: 08 Abr 2015 - 17:23

A reunião técnica para discutir e apresentar o resultado dos testes de durabilidade feitos pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) foi adiada para 22 de abril, revelou ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, uma fonte que deve participar do encontro, em Brasília (DF).

Esperava-se, inicialmente, que a reunião para avaliar o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina ocorresse nesta semana. Na ocasião, devem comparecer representantes da Anfavea, do Ministério de Minas e Energia (MME), da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas e Similares (Abraciclo) e do Fórum Nacional Sucroenergético.

Segundo a fonte, somente após a análise técnica será agendado um encontro dos setores automobilístico e sucroalcooleiro com o chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, reunião esta que também tinha previsão para ser realizada nesta semana. A depender da avaliação feita em 22 de abril, a cadeia produtiva de açúcar e etanol pedirá a elevação da mistura dos atuais 27% para 27,5%, limite da banda vigente, e solicitará também novos testes para um possível aumento desse porcentual para 30%, acrescentou a fonte.

Na terça-feira, 7, o presidente da Anfavea, Luiz Moan, informou que a Associação já entregou os testes de durabilidade ao grupo interministerial que cuida do assunto. No entanto, ele não deu detalhes a respeito das avaliações, embora tenha ressaltado que a Anfavea ainda defende o uso da gasolina premium nos veículos abastecidos apenas com o derivado de petróleo até que os testes sejam analisados.

O aumento da mistura de etanol anidro na gasolina foi oficializado em 4 de março e entrou em vigor no dia 16, com expectativa de gerar demanda adicional de 1 bilhão de litros por safra. No caso da gasolina premium, o porcentual permanece em 25%. A decisão foi o desfecho de meses de negociação entre governo, montadoras e setor sucroalcooleiro.


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