A exportação de milho do Brasil em setembro foi estimada nesta quarta-feira, 6, em novo recorde de 9,67 milhões de toneladas, alta de 41% ante o mesmo mês do ano passado, de acordo com dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), à medida que a China passou a ser o principal destino do cereal brasileiro.
Com uma safra recorde, estimada nesta quarta-feira pela estatal Conab em 131,9 milhões de toneladas, aumento anual de 16,6%, o Brasil tem aproveitado para exportar grandes volumes em um mercado internacional que lida com embarques mais fracos da Ucrânia.
A projeção para setembro, se confirmada, superaria o recorde anterior registrado no mês passado, de 9,26 milhões de toneladas, segundo dados da Anec, que apagou a melhor até então, vista em agosto de 2019 (7,67 milhões de toneladas).
Segundo a associação, historicamente as exportações de milho são intensificadas no segundo semestre, quando os embarques de soja tendem a diminuir, mas neste ano a China tem trazido uma demanda adicional, após acordo para importar o grão brasileiro ao final do ano passado.
“A China, que começou a importar o milho brasileiro recentemente, mostrou sua força e passou a ser o principal destino, com 20% do total, importando 4,85 milhões de toneladas”, disse a Anec, referindo-se ao volume embarcado para o país asiático de janeiro a agosto.
O Japão, com 13% de fatia (3,15 milhões de toneladas), está como o segundo maior destino, afirmou a entidade.
Considerando a projeção de setembro e os embarques até agosto, as exportações no acumulado do ano estão projetadas em 34,3 milhões de toneladas de milho, versus 44,7 milhões em todo o ano passado. Projeta-se que os embarques em 2023 superem 50 milhões de toneladas.
Com a grande safra, o Brasil deve se firmar neste ano como o maior exportador de milho, superando os Estados Unidos.
Roberto Samora
Com reportagem adicional de Gabriel Araujo e Letícia Fucuchima