A exportação de milho do Brasil deverá subir cerca de 11% em maio ante o mesmo mês do ano passado, para 550 mil toneladas, de acordo com projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), com base na programação dos embarques.
A programação de navios pode mudar ao longo do mês, impactando os volumes projetados. Os embarques também dependem das condições climáticas, já que chuvas também paralisam as operações, com o fechamento dos porões das embarcações nos terminais.
A Anec ainda fez menção em boletim às enchentes históricas que vêm trazendo problemas logísticos para o Rio Grande do Sul. Segundo a associação, as inundações poderiam levar tradings trocar a programação de embarques do porto de Rio Grande para outros estados.
“Além dos impedimentos na colheita, a logística de escoamento do estado também está comprometida, visto que há bloqueios totais e parciais em muitos locais do estado, causando impossibilidade de comercialização”, disse a Anec, em boletim semanal.
De acordo com a associação, diante da situação, “é possível que uma empresa que fosse exportar por Rio Grande tenha que originar sua soja em outro estado e realocar esse volume para exportar através de outro porto”.
A ferrovia que leva grãos até o importante porto de Rio Grande está bloqueada em função das enchentes, disse a Anec na véspera.
O porto, quarto maior exportador de soja do Brasil no ano passado, tem utilizado grãos estocados antes das chuvas, além do produto que chega ao local por rotas rodoviárias alternativas, mas há custos logísticos adicionais.
Roberto Samora