Os embarques de milho do Brasil devem atingir pelo menos 4,2 milhões de toneladas em outubro, segundo dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) divulgados nesta quarta-feira, 5.
Isso representaria mais do que o dobro do mesmo período do ano passado, quando o país exportou 1,87 milhão de toneladas do grão, impactado por uma seca que reduziu as produtividades da safra.
A Anec, que em meses anteriores havia projetado volumes mais altos no início do mês, revisando para baixo as projeções semanais, agora decidiu ser mais conservadora no começo de outubro.
Mas o órgão admite volumes mais altos, a depender das condições climáticas que impactam o movimento nos portos.
Em uma projeção mais otimista, a Anec estima os embarques em até 5,5 milhões de toneladas em outubro.
“A perspectiva para as próximas semanas é de revisão deste dado para cima. Como os relatórios são semanais, a Anec preferiu ser mais comedida neste dado nesta semana, por conta da previsão de chuvas para este mês”, disse o diretor-geral da associação, Sérgio Mendes.
Se a previsão mais baixa (4,2 milhões de toneladas) for confirmada, os embarques acumulados de janeiro a outubro somariam 29,8 milhões de toneladas, versus 20,6 milhões em todo o ano de 2021.
O dado no acumulado do ano indica que o Brasil teria de exportar cerca de 11 milhões de toneladas de novembro a dezembro para atingir a previsão de 41 milhões de toneladas da Anec para 2022 – a associação manteve a projeção.
Com esse volume, o Brasil deve confirmar o posto de segundo exportador global de milho em 2022, atrás dos Estados Unidos.
Ana Mano e Roberto Samora
Com reportagem adicional de Letícia Fucuchima